Futebol Profissional

Ufa, solta o grito Rubro-Negro!

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Acabou rubro-negro! Este dia é o dia do alivio, de todos esses anos que sofremos, agonizando, a cada derrota, a cada vexame passado durante esses últimos seis anos, mas essa espera acabou e da melhor forma possível, sendo heptacampeão brasileiro e bicampeão da libertadores tudo na mesma semana. Nem o mais rubro-negro da face da terra iria imaginar um desfecho desse tipo.

2013 – O Ano do recomeço rubro-negro

Tudo começou lá em dois mil e treze onde se iniciou uma gestão de austeridade financeira, mas já em seu primeiro ano levou a Copa do Brasil, da forma que aquele rubro negro raiz gosta: do time do deixou chegar e chegou e levantou o caneco, o terceiro da competição. E já começaram ali os delírios e devaneios natural de torcedor: Rumo a Tóquio.

2014 – Quase rebaixamento

Em dois mil e catorze! Mas não, o time tinha limitações, mas o rubro negro acredita sempre, levou mais um carioca em cima do maior rival, gol no finalzinho daquele que em anos seguintes seria um dos mais questionado e odiados do elenco. No brasileiro, mas uma campanha não muito boa, brigando pelo rebaixamento, o passado voltando a assombrar novamente e aquele gostinho ficou para o ano que vem que ainda teria nas costas mais uma eliminação na fase de grupos da libertadores.

2015 – Investimento e nada de retorno

Chega dois mil e quinze, mais uma tentativa de conquistas, saem os confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil, a “sorte” o maior rival pela frente tendo ele uma das piores fases da história vindo do seu segundo rebaixamento, o oba-oba voltou, e mais um vexame para conta. Dois jogos contra o Vasco, e as eliminações frustrantes começavam ali.

Nesse momento chegava no clube o maior ídolo recente do Corinthians, Paolo Guerrero, e nesse exato momento voltou aos noticiários que o Flamengo sairia da austeridade financeira, os mesmos questionamentos e foi dado o pontapé inicial, para grandes contratações no meio do ano.

2016 – Peregrinação pelo Brasil e a chegada de Diego

Dois mil e dezesseis, ano novo, vida nova e “diretoria” nova, chega para ser técnico Muricy Ramalho, um dos maiores vencedores do campeonato brasileiro, ânimo renovado, esperança também, mas as frustrações continuaram as mesmas, novas derrotas e mais um vexame para a conta do time mais querido do Brasil, e a cabeça do torcedor naquele ano seria de catástrofe, como jogar sem o Maracanã, onde ficaria meses fechados e em reforma para as olimpíadas.

Chega o Brasileiro e com peregrinação por todo o país, jogando fora de casa na maioria dos jogos, e aquela sensação de conquistas, ainda mais com a chegada de Diego Ribas novamente no meio do ano, renovando mais uma vez a esperança rubro-negra de conquistas e veio uma nova frustração, de onde saiu uma das piores gozações recentes: o “cheirinho”. Onde na época muitos zoavam, outros ficavam quietos, e com isso mais gozações e um ano perdido sem conquistas e com novos vexames.

2017 – A traumática eliminação para o San Lorenzo e os vices nas Copas

A conquista do estadual sobre o Fluminense nos primeiros meses de dois mil e dezessete, viria com mais um vexame na Libertadores da América junto ao episódio dos falsos rubros-negros, evidenciando e execrando jogadores do elenco, que não teriam mais paz, de parte da torcida devido os erros consecutivos durante os jogos.

Após isso a famosa cortina de fumaça, com as chegadas de Diego Alves e Everton Ribeiro, e mais um final de Copa do Brasil, com técnico gringo e esperança por mais uma conquista, e veio nova derrota o vice-campeonato para o Cruzeiro, onde o goleiro seguiu seu coração nas cobranças de pênaltis e cavando ali mais uma insatisfação da torcida com elenco.

Entre esses jogos avançávamos em uma competição internacional com as estrelas do elenco que chegaram nas duas últimas temporadas, apenas mais um suspiro de alegria e quando acabou o ar, nova derrota, novo vexame e mais um vice-campeonato no mesmo ano e alguns ainda dizendo que o ano foi bom devido ter chegado em três finais.

Isso mostrou que alguns ali não eram mais capazes de vestir o manto sagrado de tantas glórias. Passadas as férias, para variar, com turbulência, limpeza no elenco para o seguinte e um novo suspiro de esperança nascia ali.

2018 – Mais um vice. o Rubro-negro não tem Paz

Veio o Estadual, clássico contra o Botafogo, mais um vexame, uma derrota onde derrubou todo mundo da comissão técnica, até o diretor executivo que “sobrava” no mercado, iniciou-se uma limpa geral e uma nova esperança, começamos o Brasileiro com uma campanha digna da altura de Flamengo, porém veio a Copa do Mundo, e no retorno aos jogos, um clássico nacional diante do São Paulo, ganhando ali manteria-se uma distância considerável e caminharia bem para uma possível conquista do título tão aguardado nos últimos tempos, mas infelizmente não foi bem assim o filme, a era banana reapareceu, o cheirinho também. Campeonato brasileiro com um novo vice-campeonato, o terceiro em pouco tempo.

A partir daí um sopro de esperança para o rubro-negro: Eleições, uma nova presidência e uma nova mentalidade.

2019 – Tristeza e Redenção. Chegou o ano Mágico.

Acabada as eleições, um novo ar foi renovado, a chamada foi Flamengo forte, com contrações de peso, porém começamos o ano com o dia mais triste da nossa história, aquela manhã de sexta-feira onde dez crianças, jogadores do nosso querido e amado clube perderam a vida num incêndio que deixa cicatrizes até hoje…

Mas no campo e bola, o time ainda não engrenava, a diretoria bancou um técnico que dizia que perder é normal e o estádio dos outros é mais bonito que nossa casa. Mas Jesus é bom o tempo todo, que chegou na Gávea no meio do ano, e então tudo mudou da água para o vinho.

Com ele chegaram as peças que faltavam para uma das melhores campanhas de todos os tempos, que fizeram surgir comparações com o time de ouro do flamengo, mas o próprio técnico dizia: que ainda não tinham ganho nada

Até a data de hoje. Esse time, esse elenco, entrou para a história do Clube de Regatas do Flamengo, quebrando recordes e mais recordes.

Agora podemos dizer, respirar aliviados, que o gigante adormecido e maltratado durante esses anos todos, de humilhações, vexames e gozações, acordou e acordou com pé na porta!

O rubro-negro está feliz e sorridente, Assim como os nossos pais, nossos avós falavam daquele time de Zico e cia que dava show em todos jogos, na nossa geração de hoje temos Gabigol, Arrasca, Miteiro, Curinga entre outros personagens folclóricos que entraram de vez para a galeria de ídolos do mais querido do Brasil.

Quem durante esse ano, não levou plaquinha com Hoje tem gol do Gabigol?

Agora você rubro-negro que passou por tudo isso, que o escritor desse texto passou, curta, comemore porque esse momento é seu, o momento é nosso, aproveite se delicie com os jogos desse time, desfrute de cada lágrima derramada durante todo esse tempo, porque agora é lagrima de felicidade. o ano mágico chegou! Por cada hora que achávamos que não ia chegar, mas chegou e não queria dizer nada não, mas é apenas o começo, e como diz aquele velho ditado: Se ficar puto é pior.

Saudações Rubro Negras

Pedro Gambardelli.

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