Tá bem, Arão!

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Arão comemorando seu gol contra o Grêmio. Foto: Alexandre Vidal/ Flamengo

Nesses 10 primeiros jogos de Jorge Jesus, tivemos alguns destaques na equipe, como o Gabigol, com mais gols do que partidas, e o Arrascaeta, líder em assistências. Entretanto, uma surpresa, digamos, que inesperada, foi a grande e evidente melhora de Willian Arão. Jogador que passou de titular mais criticado a absoluto no time do português. Mas, o que explica toda essa melhora do volante?

Em 2019, Willian Arão é o jogador que mais atuou com a camisa do Flamengo. Foram 37 partidas jogadas entre as 47 disputadas pelo Flamengo no ano. Entretanto, até pouco tempo atrás, boa parte da torcida diria que esse número é um absurdo e que o jogador não merecia isso. Mas, após a chegada do lusitano Jesus, as críticas ao volante diminuíram absurdamente por consequência das boas partidas protagonizadas pelo jogador.

Willian Arão chegou ao Flamengo em 2016, vindo do Botafogo. E, desde então, teve uma passagem muito conturbada, com mais participações deixando a desejar do que as boas partidas que fazia à época do Botafogo. Logo no seu primeiro ano, o volante foi um dos jogadores mais regulares do Flamengo e chegou até a ser chamado para a Seleção Brasileira. A partir de 2017, Arão começou a apresentar problemas e foi rotulado pela torcida como jogador preguiçoso, sem vontade e desligado, o que prejudicou sua imagem com a torcida.

Arão contra o Grêmio.
Foto: Alexandre Vidal/ Flamengo

  Começo de 2019: Arão “Protegido” e “equilíbrio do time” para Abel.

Logo no inicio do ano, haviam dúvidas sobre a permanência de Willian Arão no Flamengo. Coincidiam com as críticas da torcida – e da imprensa – propostas de clubes do exterior e boa parte dos rubro-negros desejavam que o jogador fosse negociado. Porém, as negociações não avançaram e Arão permaneceu no Flamengo.

E, no começo do ano, com Abel Braga, a torcida, mesmo tendo a esperança de ver o volante no banco, o treinador o manteve na equipe titular e até chegou a dizer  que o jogador era o “equilíbrio do time”. Essa declaração foi um dos motivos para deixar o cargo de Abel mais a perigo do que já estava.

E, após o a saída de técnico, tivemos a parada para a Copa América, vieram novos reforços, como, por exemplo, Gerson, existindo, assim, a grande expectativa da torcida de que Arão    virasse reserva, já que o seu primeiro semestre não havia sido bom.

Porém, não foi bem assim. Desde sua chegada, Jorge Jesus mostrou ter MUITA confiança no jogador, tanto que já o usou em várias posições diferentes no meio campo rubro-negro.

Arão contra o Emelec.
Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Mas… O que mudou com Arão para ir de mais criticado a um dos mais elogiados da equipe de Jorge Jesus?

Desde a chegada do ‘Mister’ Jorge Jesus, o Flamengo disputou 10 partidas oficiais e Willian Arão jogou 9 delas. Isso prova que, além do técnico ter confiança no volante, ele realmente cresceu de produção com o treinador.

A partida contra o Grêmio, no último dia 10, é o grande exemplo dessa melhora do jogador. No 3×1 em cima da equipe gaúcha, Arão fez um gol, deu uma assistência e ainda fez 5 desarmes. E inegavelmente, sendo um dos melhores jogadores em campo.

No último sábado (17), novamente fez uma boa partida pelo Mais Querido. Além de ter feito 4 desarmes, teve a boa média de 87% de acerto nos passes. E, sobretudo, foi o principal nome na transição defesa-ataque do time de Jorge Jesus.

Arão contra o Botafogo.
Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

E vamos aos números.


Em 2019, Arão tem:
º 37 jogos
º 76 desarmes
º 4 gols
º 6 assistências pra gol

Pelo Brasileirão, são:
º 13 jogos
º 31 desarmes  (primeiro da equipe do Flamengo)
º 1 gol
º 4 assistências pra gol (segundo da equipe do Flamengo, atrás de Arrascaeta)

Chegada de Jorge Jesus e a mudança de atitude do Arão:

A maior crítica que a torcida tinha contra o volante, era o fato dele não demonstrar vontade, raça e disposição em campo. Pelo que se percebeu nos últimos jogos, isso acabou.

Surpreendentemente,  Arão parece ter ‘virado a chave’, é outro jogador em campo, mais regular, mais raçudo, com mais vontade, que corre mais, e principalmente, mais atento do que era antes.

Creio que Jorge Jesus tenha enxergado em Arão aquele futebol que ele apresentou em 2016. Um jogador que versátil, de várias funções, com qualidade no passe e no desarme e com uma boa chegada na área. Se o volante mantiver esse momento e esse espírito, tem tudo para dar a volta por cima no Flamengo e, mesmo com esse elenco estrelado, continuar com a posição de titular. E penso que agora, finalmente, após a frase de Jorge Jesus no primeiro jogo treino “Tá mal, Arão”, podemos dizer que “Tá bem, Arão!”

 

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