Seleções da História do Flamengo – A Década de 2010

Seleções da História do Flamengo – A Década de 2010

No último capítulo da série feita especialmente pelo Redação Rubro-Negra sobre as seleções da história do Flamengo, falaremos sobre o período mais recente do clube e montaremos o time dos maiores e melhores jogadores que pisaram na Gávea, de 2010 até 2019, para defender o time carioca

A década de 2010 começou com muito otimismo para o Flamengo. Atual campeão brasileiro e contando com grandes nomes no elenco, como Adriano Imperador, o investimento do clube em outros craques nos anos seguintes fez com que jogadores como Ronaldinho Gaúcho, em 2011, viessem parar no Rio de Janeiro. A esperança por títulos e grandes feitos era cada vez maior.

Contudo, o clima de otimismo inicial virou de grande preocupação quando uma seca longa de títulos atingiu o clube. Resultados ruins e um processo de reestruturação financeira que se iniciou com Eduardo Bandeira de Mello, a torcida acompanhou diversos elencos ruins e esquecíveis que, em 9 anos, haviam conquistado apenas uma Copa do Brasil e três Campeonatos Cariocas.

A pressão da torcida tornou-se crescente, a exigência por um Flamengo campeão era constante e, assim, após todos os anos “fracassados” e conturbados, o objetivo da reestruturação finalmente deu resultado e o projeto que vinha sendo minuciosamente posto em prática rendeu ao clube um de seus maiores anos da história. Sob a diretoria do presidente Rodolfo Landim e de seu braço-direito Marcos Braz, o Flamengo foi campeão, em um mesmo final de semana, da Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro.

Se a década do rubro-negro começou difícil, ela acabou em um mar de rosas. E a verdade é: difícil mesmo é montar uma seleção da década e não colocar o time inteiro que conquistou o Brasil e a América novamente.

Seleção da década de 2010:

Diego Alves.

Goleiro

Flamengo
Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Diego Alves iniciou sua carreira no Botafogo de Ribeirão Preto e, em seguida, marcou época em times como Atlético Mineiro, Alméria e Valência. Destaque por suas defesas de pênalti, incluindo contra Cristiano Ronaldo e Messi, o goleiro sempre chamou atenção e, em 2017, se transferiu para o Flamengo.

No clube da Gávea, se houve alguma desconfiança inicial, agora não há mais. Um dos capitães do time, Diego Alves foi decisivo no histórico ano de 2019 com a conquista do Campeonato Brasileiro e da Libertadores e tornou-se, com certeza, um dos jogadores mais importantes da década.

Rafinha.

Lateral-direito

Flamengo
Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo

Revelado no Coritiba e com passagens pelo Schalke 04 e Genoa, foi no Bayern de Munique que o lateral tornou-se mundialmente conhecido e conquistou seus maiores títulos, como a Liga dos Campeões e o Mundial Interclubes.

Decidido que seu tempo na Europa havia chegado ao fim, Rafinha veio para o Flamengo na metade de 2019 e, em apenas 6 meses, tornou-se ídolo e um dos maiores da história do clube com toda a sua raça ao defender as cores do rubro-negro.

Rodrigo Caio.

Zagueiro

Flamengo
Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Zagueiro do São Paulo durante grande parte da sua carreira, Rodrigo Caio teve bons e maus momentos. Campeão olímpico com a seleção, o xerife tornou-se alvo constante de críticas e perdeu espaço no clube paulista.

Contratado no começo de 2019 pelo Flamengo, o zagueiro desacreditado deu a volta por cima e foi um dos pilares mais importantes do time principal. Hoje, é titular incontestável e mais um dos ídolos da Nação.

Pablo Marí.

Zagueiro

Flamengo
Foto: Buda Mendes/Getty Images

Pablo Marí. O “zagueiro de segunda divisão da Espanha” que calou todos os que duvidaram de sua contratação. Desconhecido durante a maior parte de sua carreira, foi Jorge Jesus que pediu pessoalmente pelo jogador.

Chegando ao Rio de Janeiro na segunda metade de 2019, foi necessário apenas um semestre para que o zagueiro mostrasse ao mundo toda a sua qualidade e sua elegância com a bola nos pés. Com passagem curta por aqui, o espanhol já foi contratado pelo Arsenal e hoje faz dupla de zaga com David Luiz.

Filipe Luís.

Lateral-esquerdo

Flamengo
Foto: Alexandre Vidal/ Marcelo Cortes / Paula Reis/ Flamengo

Negociação difícil desde o início, o experiente lateral chegou ao Flamengo em julho de 2019 e provou o motivo de suas convocações para a Seleção Brasileira, com o recente título da Copa América, e toda a sua história vitoriosa na Europa.

Multicampeão com o Atlético de Madrid, Filipe Luís tomou conta da lateral esquerda do rubro-negro e, jogando de terno, compôs o time histórico campeão da Libertadores e do Campeonato Brasileiro.

Willian Arão.

Volante

Um dos maiores casos de “volta por cima” de um jogador no Flamengo.

Revelado na base do São Paulo e anunciado pelo clube carioca em 2015, após passagens pelo Corinthians e pelo Botafogo, Arão viveu uma verdadeira montanha-russa por aqui. Chegando à seleção, o promissor volante tornou-se muito contestado pela torcida rubro-negra por suas atuações mais do que inconstantes e passou um bom tempo no banco de reservas, com conversas avançadas para sua saída.

No entanto, permanecendo no Rio de Janeiro, o jogador se transformou quando entrou em contato com Jorge Jesus e, hoje, é um titular muito importante para o time, tendo sido um dos grandes destaques de 2019.

Gerson.

Volante

Gazeta Press

Revelado no Fluminense e com algumas passagens apagadas pela Europa na Roma e na Fiorentina, o rubro-negro confesso deu um grande passo na sua carreira ao assinar com seu time de coração.

Declaradamente feliz no Flamengo, Gerson tomou conta do meio de campo e demonstrou todas as qualidades de um meia clássico, sendo cotado para a Seleção Brasileira e decidindo títulos importantes no Rio de Janeiro, como a Recopa Sul-Americana, na qual marcou dois gols na final do Maracanã.

De Arrascaeta.

Meia

Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

Camisa 10 da Seleção do Uruguai, o jogador com passagem pelo Cruzeiro transferiu-se para o Flamengo no começo de 2019 e fez tudo o que se esperava dele, demonstrando toda a qualidade com a bola que o fizeram ser uma das contratações mais caras da história do rubro-negro.

Formando um trio de ataque poderoso com Bruno Henrique e Gabigol, recordes foram batidos, títulos foram conquistados e a história foi escrita.

Everton Ribeiro.

Meia

Foto: Gettyimages

No Flamengo desde 2017, Éverton Ribeiro foi contratado para ser um maestro do time.

Técnico e decisivo, o meia-atacante vive um de seus maiores momentos da carreira e é indispensável para o time carioca. Atual capitão, o jogador entrou para a galeria de ídolos do Mais Querido ao ser um dos protagonistas da conquista do Campeonato Brasileiro e da Libertadores.

Bruno Henrique.

Atacante

Contratado junto ao Santos no começo de 2019, o atacante chegou desacreditado graças à lesão no olho que havia sofrido e que o tirou dos gramados por muito tempo. Com rendimento abaixo do que já havia sido apresentado anteriormente no clube paulista, o jogador veio como uma aposta dos dirigentes.

No entanto, Bruno Henrique superou todas as expectativas e foi um dos craques e artilheiros de todos os campeonatos do ano. Goleador e assistente, o jogador foi marcante durante todo o ano e garantiu a idolatria de toda a torcida rubro-negra.

Gabriel Barbosa.

Atacante

Foto: Gettyimages

Gabriel Barbosa, o “Gabigol”.

Revelado no Santos e com passagens apagadas na Europa, o jovem atacante precisou de apenas um ano no Flamengo para tornar-se um dos maiores ídolos da história do clube e provar toda a sua qualidade.

Conquistando rapidamente a Nação, Gabriel, o Rei da América, foi crucial por toda a temporada com os seus gols e cravou seu nome para toda a eternidade.

Jorge Jesus.

Técnico

Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Ex-jogador e técnico português vitorioso, Jorge Jesus chegou ao Flamengo após a saída conturbada de Abel Braga.

Desconhecido por grande parte da torcida, o português logo cativou a todos com o seu estilo de jogo impetuoso e inteligente que mudou o patamar do Flamengo, transformando-o na máquina que é hoje. Campeão Brasileiro, da Libertadores, da Supercopa do Brasil e da Recopa Sul-Americana, Jorge Jesus é o maior treinador da história do clube carioca e prevê, ainda, uma longa caminhada com o Manto Sagrado.

Menções especiais:

Montar uma seleção da década nunca vai ser uma decisão unânime. Por isso, não devemos esquecer os jogadores que, mesmo no meio de tanto caos político e de maus resultados, ainda conseguiram se destacar e conquistar o único título de expressão da década antes do ano mágico de 2019.

Leonardo Moura.

Lateral-direito

Foto: Buda Mendes/Getty Images South America

De 2005 a 2015 no clube carioca, Léo Moura foi fiel ao seu clube e participou das conquistas da Copa do Brasil de 2006, do Campeonato Brasileiro de 2009 e da Copa do Brasil de 2013. Importante titular em sua passagem pelo Flamengo, o lateral sempre declarou seu amor pelo rubro-negro.

Elias.

Volante

Gol histórico de classificação na Copa do Brasil aos 43 do segundo tempo contra o Cruzeiro, o volante, com passagens pela Europa no Atlético de Madrid e no Sporting, foi acolhido pela Nação e chegou a sentir todo o afeto por ele quando a torcida gritou, em uníssono, o nome do seu filho, que estava internado com pneumonia.

Hernane Brocador.

Atacante

Foto: Jorge Rodrigues – Eleven

36 gols no ano e o maior artilheiro do Brasil em 2013. Com direito a gol decisivo na final da Copa do Brasil contra o Athletico PR em um Maracanã lotado, o Brocador é guardado com carinho por toda a torcida rubro-negra.

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João Argento

Estudante de Jornalismo na Universidade Cândido Mendes e graduando de Cinema e Audiovisual na Universidade Federal Fluminense. 21 anos.