SELEÇÃO DO FLAMENGO 00
Foto: Reprodução

Leia mais: Seleção do Flamengo – A década de 90 

A rica histórica do Flamengo é tão extensa que precisou ser divida ao longo desta semana pela Redação Rubro Negra. Isso porque, a primeira década dos anos 2000 registra acontecimentos históricos dos quais ninguém pode esquecer. O Brasil, por exemplo, descobriu o pré-sal em 2006; Barack Obama foi eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, em 2008; e, claro, o Mais Querido conquistou seu hexacampeonato nacional, em 2009.

E por falar em títulos, de 2000 a 2009 conquistamos seis cariocas, uma Copa dos Campeões, uma Copa do Brasil e um Campeonato Brasileiro. Com isso, para matar a saudade vamos relembrar os principais fatos desses anos de Império Rubro-Negro, e além disso, destacar a Seleção do Flamengo durante a década do hexacampeonato.

2000 a 2006: “chocolate” de arquirrival é muito bom!

Como se não bastasse o título de 1999, o ano 2000 começou com mais uma conquista estadual. Além disso, no primeiro jogo da temporada de 2000, conquistamos o Troféu São Sebastião em comemoração a cidade do Rio de Janeiro. Com uma vitória de 1 a 0 sobre o Fluminense, o elenco era composto de nomes como: Júlio César, Juan, Fabão, Fabio Baiano, Reinaldo, Petkovic, Lucio, Tuta, Leandro Machado, Iranildo, Rocha, Beto, Mozart, Clemer, Maurinho e Luis Alberto. Apesar disso, o Mais Querido foi eliminado da Copa do Brasil, pelo Palmeiras, e logo depois da Mercosul, pelo River Plate.

Entretanto, após o título da Taça Rio o Flamengo conquistou seu direito de decidir a final do Estadual contra o Vasco. Desse modo, com o Maracanã lotado, fomos bicampeões com gols de Reinaldo e Tuta, marcando o 26º triunfo do Mais Querido no Rio. Na época, o Flamengo foi campeão em meio às provações da torcida adversária, e também pela fala de Eurico Miranda caraterizando o rubro-negro carioca como “time de Mulambo”.

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Tuta marcou o gol da virada e deu ao Mais Querido o bicampeonato sobre o Vasco da Gama. Foto: O Globo

“O milagre de Pet”

Já em 2001, o Brasileirão deixou a desejar, porém o Carioca foi de êxito mais uma vez. Aliás, conquistamos o Tri Campeonato e óbvio, contra o Vasco não podia ser diferente. É praticamente impossível esquecer o gol do meia Petkovic aos 43 dos segundo tempo, o qual deu ao Mais Querido o terceiro título consecutivo. A equipe, que era liderada por Zagallo, ainda disputou a Copa Mercosul três dias após escapar do rebaixamento do Brasileirão. Apesar disso na ocasião, o Flamengo perdeu a decisão nos pênaltis para o San Lorenzo, da Argentina.

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“O milagre de Pet” até hoje faz a Nação chorar de emoção ao rever o gol dos 43 minutos do segundo tempo. Foto: O Globo

E então, em 2004, sob a presidência de Márcio Braga e com uma dívida de 200 milhões de reais, o Flamengo estava desacreditado. Ainda assim, havia a possibilidade de uma conquista do Estadual no mesmo ano. Com isso, em 18 de abril, o Mais Querido foi a campo com Júlio César, Rafael (Reginaldo Araújo), Fabiano Eller, Henrique, Roger, Robson, Douglas Silva, Zinho (Thiago), Felipe e Jean (Jônatas). Foram três gols do atacante Jean, contra um gol impedido de Valdir Bigode pela equipe cruzmaltina. Dessa forma, o Flamengo se consagrava campeão estadual pela 28ª vez, sobre o Vasco da Gama.

“Obina é mellhor que Eto’o ooooo”

Além disso, como se não bastasse o chocolate dos anos anteriores, 2006 marcou o memorável título da Copa do Brasil, também contra a equipe de São Januário.

No primeiro jogo da grande final, Obina – que passou de desacreditado a herói –  foi o protagonista da partida. Isso porque o atacante marcou o segundo gol do jogo de ida contra o arquirrival, o que garantiu ao Mais Querido uma vantagem considerável.

Assim, em 26 de julho a novela da freguesia vascaína ganhava mais um capítulo. O time entrou em campo com  Diego, Léo Moura, Renato Silva, Fernando, Rodrigo Arroz e Juan, Jônatas, Renato, Toró (Obina), Renato Augusto (Peralta) e Luizão (Léo) – sob o comando de Ney Franco – consagrou o rubro-negro campeão. Aliás, com um brilhante gol de Juan o eterno canto de “ÔÔÔÔ, vice de novo” foi mais uma vez entoado pela Nação.

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Como esquecer desse time? Foto: Getty Images

2007 a 2009: “Que Deus perdoe essas pessoas ruins!”

O Tri Estadual com o Chororô do Bota

Sim, por três anos consecutivos fomos campeões estaduais sobre o Botafogo. Então, de forma resumida, as decisões foram registras com os seguintes gols:

Em 2007, ganhamos nos pênaltis contra o Botafogo com os gols de Renato Abreu, Roni, Juan e Léo Moura. Já em 2008, também contra o Alvinegro, levamos a melhor por 3 a 1 com os registros de Obina e Diego Tardelli. E finalmente em 2009, o time de General Severiano perdeu mais uma vez contra o Flamengo nos pênaltis por 4 a 2, marcados pelo ex-volante Kléberson, Juan, Aírton e Léo Moura.

Além disso, o domínio rubro-negro no Rio de Janeiro não deixou escapar também a Taça Guanabara em 2007 contra o Madureira, e em 2008 contra o também Botafogo. Já em 2009, o Mais Querido se consagrou campeão pela oitava vez contra o Alvinegro.

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Um dos eternos momentos do Império de Adriano no Flamengo. Foto: Flaagora.com

O inesquecível Hexa

Para finalizar, quem não lembra do difícil e último jogo contra o Grêmio pelo Campeonato Brasileiro de 2009? Isso porque, mesmo com o primeiro gol do tricolor aos 21 minutos do 1º tempo, o Mais Querido conseguiu empatar e virar a partida. Com isso, aos 48 minutos do 2º tempo, Bruno bateu o tiro de meta e o árbitro Héber Roberto apitou o final da partida. Desse modo, com gols de David Braz e Ronaldo Angelin conquistamos o hexacampeonato em uma campanha de tirar o fôlego.

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Jogo inesquecível, título merecido. Foto: Fernando Maia /Agência O Globo

Seleção do Flamengo: década de 00

Logo, por meio de uma difícil escolha, deixo aqui registrada a seleção da primeira década dos anos 2000, penúltima escalação da série da Redação Rubro Negra desta semana.

Esquema tático: 4–3–1–2

Goleiro: Júlio César;

Lateral direito: Léo Moura; /Lateral esquerdo: Juan Maldonado;

Zagueiros: Juan e Fábio Luciano;

Volante: Leandro Ávila;

Meia-avançado: Petkovic; /Meia-campo: Ibson e Renato Augusto;

Atacantes: Adriano, Vagner Love;

Técnico: Joel Santana;

 

Por Fernanda Fernandes