Salve Jorge

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Foto: Alexandre Vidal/Flamengo
Uma análise através dos números podem indicar um futuro vitorioso e vencedor dos técnicos do Flamengo? Um bom começo em competições de baixo nível técnico, partidas eliminatórias, formação, número de gols… Quais são os fatores que demonstram sucesso no Flamengo se analisarmos apenas os 6 primeiros jogos de cada um dos recentes técnicos nos últimos 3 anos.

Muricy Ramalho

Seis primeiros jogos: 4 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 11 gols pró e 2 gols contra.
  1.                                   Flamengo 2×0 Atlético-MG – Primeira Liga – Mineirão – MG
  2.                                   Flamengo 1×1 Boavista – Estadual – Edson Passos – RJ
  3.                                   Flamengo 2×0 Macaé – Estadual – Macaé – RJ
  4.                                   Flamengo 5×0 Portuguesa – Estadual – Volta Redonda – RJ
  5.                                   Flamengo 0x1 Vasco – Estadual – São Januário – RJ
  6.                                   Flamengo 1×0 América-MG – Primeira Liga – Cariacica – ES
Muricy chegou ao Flamengo no início do ano de 2016. Um técnico vitorioso, com muitos títulos brasileiros no currículo. No entanto, seu último trabalho foi salvar o São Paulo do rebaixamento. Começou sua trajetória no Flamengo pela extinta Primeira Liga, uma competição embrionária do que poderia ter sido a independência dos clubes em relação à CBF. Foram dois jogos nessa competição e duas vitórias, os outros 4 jogos foram pelo Estadual. Em outras palavras, 12 pontos disputados e apenas 7 conquistados, inclusive com uma derrota pro Vasco em São Januário. Iniciou montando o Flamengo num 4-2-1-3 com Márcio Araújo e Arão como volantes, uma disputa sadia entre Mancuello, Alan Patrick e Gabriel pela posição de enganche e ataque com Cirino, Emerson e Guerrero. Depois disso, foi eliminado do Estadual, perdeu a primeira partida contra o Fortaleza pela Copa do Brasil e não conquistou títulos pelo Flamengo. Sua passagem durou apenas 5 meses e foi abreviada por motivos de saúde.
Ao todo em sua passagem foram:
 26 jogos
 13 vitórias
 6 empates
 7 derrotas
  42 gols pró
21 gols contra
                                                        Aproveitamento de 57%

Zé Ricardo

Seus seis primeiros jogos: 3 vitórias, 1 empate, 2 derrotas, 7 gols pró e 6 gols contra.
  1.                                       Flamengo 2×1 Ponte Preta – Brasileiro – Campinas – SP
  2.                                       Flamengo 1×0 Vitória – Brasileiro – Salvador – BA
  3.                                       Flamengo 1×2 Palmeiras – Brasileiro – Brasília – DF
  4.                                       Flamengo 0x1 Figueirense – Brasileiro – Florianópolis – SC
  5.                                       Flamengo 1×0 Cruzeiro – Brasileiro – Belo Horizonte – MG
  6.                                       Flamengo 2×2 São Paulo – Brasileiro – Brasília – DF
Zé Ricardo assumiu o Flamengo em maio de 2016, após a saída de Muricy. Portanto, o Flamengo teria naquele ano somente o campeonato Brasileiro para disputar em virtude da eliminação precoce na Copa do Brasil. Além disso, foi um ano atípico para o Flamengo em virtude da falta de lugar para jogar no Rio de Janeiro por causa, principalmente, da realização dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro. Foi o Flamengo itinerante com jogos fora de casa até mesmo quando este era de nosso ‘mando’. Zé Ricardo manteve a montagem da equipe com a formação 4-2-1-3, mas diferente de seu antecessor, ele teve um reforço de peso numa posição crucial do time, Diego Ribas. O atleta chegou no meio do ano e impulsionou o Flamengo na tabela de classificação, com vitórias seguidas e bom futebol, o Flamengo brigou pelo título até as últimas rodadas, terminando em 3º lugar no brasileiro.
Depois disso, já em 2017, Zé Ricardo permaneceu no comando do time e conquistou o título Estadual de forma invicta. Infelizmente, uma queda precoce na fase de grupos da Libertadores foi suficiente para deixar o ambiente conturbado e seu trabalho questionado, principalmente pela escalação de determinados jogadores já desgastados com a torcida. Mesmo com essa pressão crescente sobre seu trabalho, conseguiu classificar o Flamengo para a semifinal da Copa do Brasil e, apesar de estar em 5º lugar no Brasileiro, não aguentou a pressão de uma derrota em casa para o Vitória, na última rodada do primeiro turno do Brasileiro, e foi demitido após 1 ano e 3 meses no cargo.
Ao todo em sua passagem foram:
                                                                   89 jogos
                                                                   47 vitórias
                                                                   25 empates
                                                                   17 derrotas
                                                                   146 gols pró
                                                                    86 gols contra
                                                                    Aproveitamento de 62%

Reinaldo Rueda

Seus seis primeiros jogos: 3 vitórias, 3 empates, 7 gols pró e 2 gols contra.
  1.                         Flamengo 0x0 Botafogo – Copa do Brasil – Rio de Janeiro – RJ
  2.                         Flamengo 2×0 Atlético-GO – Brasileiro – Rio de janeiro – RJ
  3.                         Flamengo 1×0 Botafogo – Copa do Brasil – Rio de Janeiro – RJ
  4.                         Flamengo 2×0 Atlético-PR – Brasileiro – Rio de Janeiro – RJ
  5.                         Flamengo 1×1 Paraná (4×5 nos pênaltis) – Primeira Liga – Cariacica – ES
  6.                         Flamengo 1×1 Cruzeiro – Copa do Brasil – Rio de Janeiro – RJ
Reinaldo Rueda, colombiano, chegou ao Flamengo em agosto de 2017. Com 4 competições ainda em disputa, Rueda, logo em sua estreia, tinha um clássico contra o Botafogo valendo pela semifinal da Copa do Brasil. Além disso, o Flamengo também estava na final da Primeira Liga, em 5º lugar no Brasileiro e em campanha na Sulamericana. Rueda conseguiu colocar o Flamengo na Final da Copa do Brasil eliminando o Botafogo. Perdeu a final da Primeira Liga nos pênaltis e fez a primeira partida da final da Copa do Brasil, tudo isso nos seis primeiros jogos e de forma invicta. Apesar da invencibilidade em suas partidas na Copa do Brasil, e na única partida que fez pela Primeira Liga, foram dois vice-campeonatos com derrota nas disputas de pênaltis. Rueda também levou o Flamengo à final da Copa Sul-americana e sua última partida pelo Flamengo foi num Maracanã lotado e o empate em casa contra o Independiente da Argentina selou seu terceiro vice campeonato nos 4 meses em que esteve no Flamengo.
Rueda montou a equipe no esquema de seu antecessor: 4-2-1-3, mas foi a escolha das peças que fizeram diferença. Por exemplo, Cuéllar como volante titular e a utilização de Paquetá em várias funções levou alguns torcedores a chamar essas escolhas de ‘legado Rueda’. No entanto, no Brasileirão, o técnico fez menos pontos que seu antecessor havia feito nas mesmas 19 rodadas do primeiro turno, o que acabou fazendo o Flamengo perder uma posição na tabela em relação ao que ele havia recebido. No fim do ano, um desgaste com diretoria e torcedores por conta de uma proposta recebida por Rueda para comandar a seleção do Chile, encerraram a passagem do técnico colombiano pelo Flamengo, até certo ponto com uma saída frustrante.
Ao todo em sua passagem foram:
                                                                       31 jogos
                                                                       13 vitórias
                                                                       10 empates
                                                                         8 derrotas
                                                                        39 gols pró
                                                                        26 gols contra
                                                                        Aproveitamento de 52%

Paulo César Carpegiani

Seus primeiros seis jogos: 5 vitórias, 1 empate, 8 gols pró e 1 gol contra.
  1.                                     Flamengo 2×0 Volta Redonda – Estadual – Volta Redonda – RJ
  2.                                     Flamengo 1×0 Cabofriense – Estadual – Ilha do Governador – RJ
  3.                                     Flamengo 1×0 Bangu – Estadual – Ilha do Governador – RJ
  4.                                     Flamengo 0x0 Vasco – Estadual – Maracanã – RJ
  5.                                     Flamengo 1×0 Nova Iguaçu – Estadual – Brasília – DF
  6.                                     Flamengo 3×1 Botafogo – Estadual – Volta Redonda – RJ
Carpegiani chegou ao Flamengo no início de janeiro de 2018, com a cobrança e a esperança de uma boa campanha na Libertadores. Seus primeiros seis jogos pelo Flamengo foram os de melhor campanha até agora, em que pese que são jogos apenas em Estadual. Foram 5 vitórias e um empate, sendo dois clássicos e no sétimo jogo a conquista da Taça Guanabara. No entanto, sua passagem pelo Flamengo se resumiria a apenas 17 jogos e nem completaria 3 meses. Foram duas partidas na Libertadores, um empate contra o River Plate-ARG e uma vitória fora de casa contra o Emelec-EQU. Mas, não foi a campanha na Libertadores que o derrubou. Com apenas 3 derrotas nesses menos de 90 dias no comando do Flamengo, um 4×0 com um time reserva contra o Fluminense e uma derrota por 1×0 para o Macaé, pela taça Rio e uma terceira derrota, culminando na eliminação do Estadual para o Botafogo por 1×0, que abreviou sua passagem.
Carpegiani montou o Flamengo nesses 3 meses com um esquema 4-1-4-1, com uma linha de quatro meias composta por Diego, Everton Ribeiro, Paquetá e Everton, este último muitas vezes foi substituído por Vinícius Junior, que entrava como meia esquerda com muita velocidade, criatividade e dribles. Foi dele inclusive os dois gols contra o Emelec-EQU na vitória fora de casa do Flamengo pela Libertadores. Mesmo com esse desempenho e forma de jogar inovadora e efetiva, Carpegiani foi demitido com menos de 90 dias no cargo.
Ao todo em sua passagem foram:
                                                                   17 jogos
                                                                    11 vitórias
                                                                      3 empates
                                                                    27 gols pró
                                                                    11 gols contra
                                                                    Aproveitamento de 70%

Maurício Barbieri

Seus seis primeiros jogos: 3 vitórias, 3 empates, 9 gols pró e 3 gols contra.
  1.                                Flamengo 2×2 Vitória – Brasileiro – Salvador – BA
  2.                                Flamengo 1×1 Santa Fé – Libertadores – Rio de Janeiro – RJ
  3.                                Flamengo 2×0 América-MG – Brasileiro – Rio de Janeiro – RJ
  4.                                Flamengo 0x0 Santa Fé – Libertadores – Bogotá – COL
  5.                                Flamengo 3×0 Ceará – Brasileiro – Fortaleza – CE
  6.                                Flamengo 1×0 Ponte Preta – Copa do Brasil – Campinas – SP
Barbieri pegou o comando de técnico do Flamengo com árduas missões pela frente: classificar na fase de grupos da Libertadores e ser campeão, fazer uma campanha de título no Brasileiro e ser campeão da Copa do Brasil. Foram essas expectativas que colocaram na mão do jovem técnico. Inicialmente, ele recebeu o apelido pejorativo de ‘estagiário’ por conta da sua pouca idade. Mas, aos poucos, foi ganhado moral com a torcida principalmente por colocar o Flamengo na liderança do Brasileiro, classificar na Libertadores e por um estilo de jogo vistoso, com posse de bola e proposição de jogadas trabalhadas. Até a pausa para Copa do Mundo o Flamengo era o líder do campeonato com 4 pontos sobre o segundo colocado e estava com confrontos marcados contra Cruzeiro e Grêmio pala Libertadores e Copa do Brasil respectivamente.
Porém, a volta da Copa ou a pausa foi ruim para o Flamengo, perdemos já no primeiro jogo do Brasileiro e depois de alguns tropeços já não éramos mais líderes. Uma classificação heróica contra o Grêmio na Copa do Brasil. Um confronto pesado na Libertadores com uma derrota em casa e uma vitória fora acabou novamente o sonho da conquista da Libertadores. Barbieri montou o Flamengo taticamente assim como lhe foi passado pelo seu antecessor: 4-1-4-1 uma linha de quatro meias que já não contava mais com Vinícius Junior negociado ao Real Madrid e agora tinha Vitinho na meia esquerda.
Demitido por causa da eliminação para o Corinthians na semifinal da Copa do Brasil, nem o fato de estar apenas 3 pontos do líder no Brasileiro salvou Barbieri. Capaz de este fato ter feito ainda mais peso em sua demissão, visto que o Flamengo esteve na liderança e passava por um momento de baixa na competição.
Ao todo em sua passagem foram:
                                                                38 jogos
                                                                19 vitórias
                                                                11 empates
                                                                 8 derrotas
                                                                 49 gols pró
                                                                 29 gols contra
                                                                 Aproveitamento de 59%

Dorival Junior

Seus seis primeiros jogos: 3 vitórias, 3 empates, 13 gols pró, 3 gols contra.
  1.                                           Flamengo 0x0 Bahia – Brasileiro – Salvador – BA
  2.                                           Flamengo 3×0 Corinthians – Brasileiro – São Paulo – SP
  3.                                           Flamengo 3×0 Fluminense – Brasileiro – Rio de Janeiro – RJ
  4.                                           Flamengo 4×0 Paraná – Brasileiro – Curitiba – PR
  5.                                           Flamengo 1×1 Palmeiras – Brasileiro – Rio de Janeiro – RJ
  6.                                           Flamengo 2×2 São Paulo – Brasileiro – São Paulo – SP
Dorival chegou ao Flamengo pra completar os 12 jogos que faltavam no Brasileiro e tentar conquistar o título. Um começo pesado com 2 jogos fora de casa, um clássico e jogos contra dois postulantes ao título até aquele momento do campeonato. Olhando os números friamente foram 12 pontos conquistados em 18 disputados e um excelente saldo positivo de 10 gols. O problema é que os empates foram justamente contra São Paulo e Palmeiras, o que deixou o Flamengo estagnado na tabela em relação ao líder.
Dorival montou um Flamengo diferente de seus antecessores, uma formação com dois volantes, a volta de Arão ao time titular, e também uma mudança no gol. César foi seu titular nos 12 jogos que comandou e em 8 não sofreu gols. Na linha de meias, não houve um jogador específico que foi tirado da equipe. Lesões e suspensões foram moldando a equipe titular do técnico. Ao final da competição, apesar da derrota em casa contra o Athlético, o Flamengo ficou em 2º lugar na tabela de classificação e a vaga da Libertadores no ano seguinte
Ao todo em sua passagem:
                                                               12 jogos
                                                                 7 vitórias
                                                                 3 empates
                                                                 2 derrotas
                                                                21 gols pró
                                                                  7 gols contra
                                                                  Aproveitamento de 66%

Abel Braga

novo técnico do Flamengo
Abel Braga teve curta passagem pela Gávea (Foto: Alexandre Durão/ Globo Esporte)

Seus primeiros seis jogos: 4 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 12 gols pró, e 5 gols contra.

  1.                                       Flamengo 2×1 Bangu – Estadual – Maracanã – RJ
  2.                                       Flamengo 1×1 Resende – Estadual – Volata Redonda – RJ
  3.                                       Flamengo 2×1 Botafogo – Estadual – Engenhão – RJ
  4.                                       Flamengo 3×1 Boavista – Estadual – Maracanã – RJ
  5.                                       Flamengo 4×0 Cabofriense – Estadual – Maracanã – RJ
  6.                                       Flamengo 0x1 Fluminense – Estadual – Maracanã – RJ
Abel Braga chegou ao Flamengo com o emblema de técnico veterano, cascudo. E foi exatamente isso que ele demonstrou desde sua chegada, um treinador arcaico com métodos ultrapassados, mas com o ‘resultadismo’ a seu favor. Joga mal mas ganha, leva muitos gols mas conquista títulos, passa sufoco mas classifica. Foi assim que ele conquistou o Estadual com duas vitórias nas finais, a classificação para a fase eliminatória da Libertadores com vitória importante na altitude e goleada retumbante no Maracanã e, ainda, passando  de fase na Copa do Brasil.
Abel montou o Flamengo na formação 4-2-1-3 com Arão e Cuellar como volantes, Diego como enganche e o ataque formado por Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabriel Barbosa. Essa escalação foi um dos motivos que aceleraram o processo de fritura do técnico com a torcida, o fato de deixar no banco a contratação mais cara da história do Flamengo, o uruguaio Arrascaeta, além de algumas entrevistas ‘indecorosas’ que também contribuíram para esse processo. Com apenas 5 meses, Abel pediu demissão por conta do clima pesado contra ele dentro do clube e entre os torcedores.
Ao todo em sua passagem foram:
                                                                             30 jogos
                                                                             19 vitórias
                                                                               7 empates
                                                                               4 derrotas
                                                                              57 gols pró
                                                                              26 gols contra
                                                                              Aproveitamento de 71%

Jorge Jesus

Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Seus primeiros seis jogos: 2 vitórias, 3 empates, uma derrota, 12 gols pró, 8 gols contra, aproveitamento de 50%

  •               Flamengo 1×1 Athlético – Copa do Brasil – Curitiba – PR
  •               Flamengo 6×1 Goiás – Brasileiro – Rio de Janeiro – RJ
  •               Flamengo 1×1 Athlético(1×3 no pênaltis) – Copa do Brasil – Rio de Janeiro – RJ
  •               Flamengo 1×1 Corinthians – Brasileiro – São Paulo – SP
  •               Flamengo 0x2 Emelec – Libertadores – Guayaquil – EQU
  •               Flamengo 3×2 Botafogo – Brasileiro – Rio de Janeiro – RJ
Jorge Jesus chegou ao Flamengo durante a pausa da Copa América e tem pela frente a conquista de títulos e a mudança no padrão de jogo do Flamengo com novos jogadores e elenco de grande qualidade. Se o técnico anterior foi demitido por seu estilo arcaico e por ser ‘resultadista’, Jesus tem que fazer exatamente o contrário disso. Modernos tipos de treino, metodologia inovadora e em campo um Flamengo que faça jus ao alto investimento. Logo no primeiro confronto eliminatório, válido pela Copa do Brasil, o Flamengo foi eliminado nos pênaltis após dois empates nas duas partidas contra o Athlético. No primeiro confronto eliminatório na Libertadores, uma derrota por 2×0 fora de casa complicou bastante a classificação do Flamengo, pois agora precisa de uma vitória por três gols de diferença.
Jorge Jesus montou o Flamengo com um esquema diferente de todos seus antecessores neste período de comparativo: 4-1-3-2, apenas um volante, uma linha de três meias e ainda dois atacantes na frente, com essa formação ele consegue escalar os melhores jogadores do elenco sem improvisar, inclusive a contratação mais cara do Flamengo, que foi motivo de desgaste do técnico anterior com diretoria e torcida. No Brasileiro, foram 7 pontos conquistados em 9 disputados, a diferença para os líderes já diminuiu e o Flamengo ocupa a 3ª colocação.

Análise Final

Vendo esses números, e conhecendo um pouco da trajetória de cada técnico, é fácil concluir que o desgaste dos treinadores no Flamengo são fatores extra-campo. Por exemplo, diretoria e torcida estão sendo muito precipitados ou pouco pacientes nas avaliações. Neste período de 4 temporadas, desde 2016, o Flamengo teve 8 técnicos, alguns com menos de 6 meses de trabalho, e somente um ficou mais de 12 meses. Em muitos casos, não é um acumulo de derrotas ou uma campanha péssima, é apenas uma derrota determinante, em alguns casos nem perder é um motivo. O estilo de jogo ou a escolha de jogadores é o que está fazendo diretoria e torcedores pressionarem técnicos. Acredito que existe um meio termo entre resultado e qualidade de jogo.
Saudações Rubro-Negras

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