Crônicas

Rodrigo Caio, o Xerife – Gladiadores da Nação

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Continuamos a série “Gladiadores da Nação”, visando a final da Libertadores contra o River Plate no próximo sábado (23).Ontem,tivemos o primeiro capítulo falando sobre o nosso goleiro Diego Alves. Hoje, vamos falar sobre Rodrigo Caio Coquette Russo, o nosso camisa 3, o xerife da zaga rubro-negra.

Ínicio de carreira

Rodrigo Caio foi revelado pelo São Paulo Futebol Clube,subiu para os profissionais em 2011, ainda com 17 anos,pelas mãos do técnico Paulo César Carpegiani. A estréia foi da pior forma possível, uma derrota por 5×0 para o maior rival Corinthians. Na temporada 2012, Rodrigo passou o ano revezando entre a zaga e a lateral direita, mostrando que é um jogador polivalente.

Rodrigo Caio contra o Grêmio

Foto: Alexandre Vidal/ Flamengo

Em 2013, Rodrigo se firmou entre os principais zagueiros do São Paulo, tendo sua habilidade e inteligência elogiados por todos os treinadores que passaram pelo clube naquela temporada. O garoto nascido em Dracena se mostrava um zagueiro com boa visão das jogadas, boa impulsão, velocidade e ótimo posicionamento na jogada aérea.

Rodrigo Caio começava a se firmar entre os principais zagueiros do país, e iniciava-se o lobby por sua convocação para a seleção brasileira, mas no meio de 2014 teve uma lesão grave nos ligamentos do joelho, voltando aos campos apenas no ano seguinte. Rodrigo se tornou um zagueiro regular, quase sempre com boas atuações, mas pagava o preço por causa dos times ruins e das más administrações que habitavam o SPFC.

Rodrigo Caio comemora a classificação para a final

Foto: Alexandre Vidal/ Flamengo

Em junho de 2015, chegou a fazer exames médicos para assinar com o Atlético de Madrid, mas por divergência de valores entre os dois clubes, acabou ficando no Morumbi. Foi titular na campanha do inédito ouro olímpico vencido pela seleção brasileira nas Olimpíadas de 2016. Em 2018, teve uma lesão grave no joelho que o deixou cinco meses afastado dos gramados, voltou como última opção na zaga. Somado ao desgaste com a torcida e diretoria, Rodrigo percebeu que era hora de mudar de ares.

Chegada ao Flamengo

Foi anunciado pelo Flamengo em dezembro de 2018 , desde sua chegada assumiu a camisa 3 e a titularidade, e correspondeu desde o primeiro jogo. RC3 tem sido um dos jogadores mais regulares e que mais jogaram nessa temporada. Foram 55 jogos, quase todos como titulares. Rodrigo é um dos nossos melhores jogadores na bola aérea tanto defensiva, como ofensiva, já tem cinco gols na temporada um deles que deu a vitória contra o Athlético no Maracanã, aos 50 minutos do segundo tempo.

Rodrigo Caio contra o Fluminense

Foto: Alexandre Vidal

Com a chegada de Jorge Jesus e a parceria com Pablo Marí, o nosso xerife evoluiu ainda mais. O sistema defensivo se fortaleceu e permite até a Rodrigo, umas subidas ao ataque de vez em quando. No Mata-Mata da Libertadores, foram apenas 4 gols sofridos em 6 jogos até a final.

Importância de Rodrigo na final

Rodrigo Caio (junto com o Marí, claro) é peça importantíssima nessa final. O ataque poderoso do Flamengo dificilmente passa em branco. Então, me arrisco a dizer que se Rodrigo Caio conseguir segurar o forte ataque do River, o Flamengo será Bi-campeão da América. E se o jogo estiver truncado, com o Flamengo precisando de um gol, acredito que RC possa ser o elemento surpresa e aparecer numa bola aérea para fazer o gol do título.

 

SRN

Gabriel Fareli

Gabriel Fareli
Pai do Enzo. Rubro-Negro. Estudante de Jornalismo (2/8). Apaixonado por Samba/Pagode.

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    1 Comment

    1. […] Rodrigo Caio chegou ao Mais Querido em dezembro de 2018, sob desconfiança da torcida, pois, não vivia um bom momento no seu ex-clube (São Paulo). A primeira contratação da gestão Landim herdou a camisa 3, de Rondinelli, na expectativa de dar a volta por cima com a camisa do Flamengo. […]

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