Futebol ProfissionalHistória do Flamengo

Redação Rubro-Negra entrevista o ex-jogador Marquinhos

Marcos Corrêa dos Santos, mais conhecido como Marquinhos, nasceu no Rio de Janeiro em 02 de outubro de 1971. Ele era um jogador de meio campo e jogou 337 vezes com a camisa do Flamengo marcando muitos gols , fazendo parte da geração de ouro campeã da Copa São Paulo em 1990.Logo em seguida foi campeão da Copa do Brasil 1990,Carioca 1991 e Brasileiro em 1992, entre outros títulos. Atualmente joga pelo Flamaster. Resolvemos bater um papo com esse grande ex-jogador.

Redação Rubro negra: Marquinhos, como você chegou ao Flamengo e com quantos anos?

– Eu Jogava pelada perto de onde eu morava, lá em São João de Meriti, e durante essas peladas um olheiro do Flamengo me viu e me levou para fazer um teste num núcleo do clube, em Cabuçu. Passei no teste e me levaram para Gávea, onde eu cheguei com 12 anos de idade, isso em 1984. Acabei entrando no Mirim e passei por todas as categorias até os profissionais.

Redação Rubro Negra: Qual foi o treinador que te lançou nos profissionais?

– Quem me lançou aos profissionais foi o Telê Santana, ele era um treinador que gostava muito de olhar a base e sempre fazia muitos treinamentos com os Juniores e toda sexta-feira tinha um coletivo para aprontar o time para os jogos aos domingos.E numa sexta, ele mandou chamar os juniores e eles estavam viajando, também mandou chamar o juvenil que era a categoria que eu estava. Graças a Deus pude treinar bem e o professor Telê já pediu para no dia seguinte eu levar meu material que já iria concentrar com os profissionais.

Redação Rubro Negra: Apesar de você não ter jogado a final da Copa São Paulo de 1990, como foi fazer parte do time que é apontado até hoje como o maior da história do torneio?

– A final eu não joguei pois tinha sido convocado para seleção brasileira de juniores junto com o Marcelinho Carioca e o Paulo Nunes. O Flamengo, relutou em liberar e nós queríamos jogar a final também, porém a CBF exigiu a liberação e tivemos que ficar de fora do jogo. Mas, eu sempre vejo os jogos dessa competição e são lembranças muitos boas por fazer parte dessa geração, ganhamos tudo na base, Copa São Paulo, Taça BH, Campeonato Carioca tudo que nós disputamos ganhamos, e foi muito importante porque logo depois da Copa São Paulo muitos de nós subimos definitivamente aos profissionais.

Marquinhos fez parte da década de 90 do Flamengo Foto: Arquivo Pessoal
Marquinhos fez parte da década de 90 do Flamengo Foto: Arquivo Pessoal

Redação Rubro Negra: Logo depois você fez parte de um plantel vitorioso, jogando com muita regularidade e foi campeão da Copa do Brasil, Carioca e logo em seguida o Campeonato Brasileiro, foram seus melhores anos no Flamengo?

– Foram anos maravilhosos para minha carreira, ganhamos todos esses títulos, e em 1993 fui convocado para a seleção brasileira. Também fiz uma grande final contra o São Paulo na Supercopa da Libertadores, infelizmente não ganhamos, porém foi um ano muito bom para mim, individualmente falando.

Redação Rubro Negra: Então em virtude das suas excelentes atuações pelo Flamengo, você foi convocado por Carlos Alberto Parreira para disputar a Copa América de 1993, como foi essa sensação?

– Foi uma sensação maravilhosa, um sonho sendo realizado. Todo jogador de futebol sonha em chegar na seleção principal, e eu passei por todas as seleções de base, graças a Deus pude vestir a amarelinha na principal também.

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Redação Rubro Negra: Você falou da Supercopa de 1993 contra o São Paulo em que você fez grandes jogos na decisão, foram os melhores jogos da sua carreira?

– Sim, foram dois jogos muito bons, tanto aqui no Maracanã, quando eu fiz os dois gols, como no Morumbi, que eu empatei a partida e foi para os pênaltis.

Foram 337 jogos com a camisa do Flamengo Foto: Arquivo Pessoal
Marquinhos fez 337 jogos com a camisa do Flamengo Foto: Arquivo Pessoal

Redação Rubro Negra: E o Gol mais bonito?

– Foi o primeiro gol que eu fiz na decisão da Supercopa aqui no Maracanã. Peguei um belo chute de canhota, o Zetti até tentou, mas eu tive a felicidade de fazer um belo gol.

Redação Rubro Negra: Marquinhos, você foi campeão no Showball e ainda atua no Flamaster como são essas experiências?

– O Showball é aquela galera da minha geração de 90, e poder estar junto dessa rapaziada, que estiveram a vida inteira juntos, praticamente desde as divisões de base, é sempre uma alegria muito grande. E no Master, é gratificante poder estar junto de caras como Adílio, Uri Geller, Cláudio Adão, jogadores que desde moleque eu via na televisão e que sempre fui fã. Estamos sempre juntos, viajando o Brasil,  e esperamos passar essa pandemia para voltarmos a fazer isso.

Redação Rubro Negra: O que o Flamengo representa na sua vida de atleta e carreira?

– Sem dúvidas, o Flamengo representa muita coisa na minha vida e eu só tenho que agradecer por tudo.

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Lessa Luan

Pai da Maria e da Antonia, Estudante de Jornalismo e Flamenguista apaixonado.

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