Futebol Profissional

Outro patamar: ultrapassamos os gols do século

A dupla de “cães de guarda” do Flamengo

Ano de outro patamar. Além de quebrarmos recordes individuais, após a partida de ontem, quarta-feira (27), contra o Ceará, atingimos a marca de 138 gols. Tivemos um hat-trick de Bruno Henrique e um golaço de Vitinho, que entrou na segunda etapa do duelo, no Maracanã. Assim, a média por partida do elenco deste ano é de 2,0 gols por duelo. Sem contar com as goleadas da alta temporada.

Nossa superioridade incontestável, nos fez alcançar lugares jamais conquistados no futebol brasileiro. Em cinco meses de atuação do técnico Jorge Jesus e com o aprimoramento individual dos nossos jogadores, nos tornamos uma equipe imbatível até mesmo depois de alguns sustos por parte dos inúmeros adversários que enfrentamos.

Portanto, os números não mentem, eles desencadeiam estudos sobre a história do Flamengo, mas sobretudo, do nosso futebol nativo e enraizado na vida de diversos brasileiros. Os holofotes mudaram e além disso, a forma como o esporte é tratado por nós, e para admiradores exteriores, também mudou.

Os dados são de tirar o fôlego de qualquer admirador do esporte. Em 69 partidas oficiais, temos 138 gols marcados durante toda a temporada deste ano. Aliás, analisando as estatísticas em linhas gerias, os números divergem até do hexacampeonato conquistado no ano de 2009. Na época foram 66 partidas, com um acréscimo de 108 gols.

Nem mesmo 2018, outro ano positivo para o Mengão – com 67 partidas e 94 bolas na rede – se aproximou dos números adquiridos neste período de 2019. A quebra de recorde se tornou uma das características mais marcantes do futebol apresentado pelo Mais Querido.

Outro fator: goleadas na temporada

Outro coeficiente de extrema relevância para os resultados estudados foi o número de goleadas que o Flamengo efetuou. São oito goleadas em partidas oficiais. A primeira e não menos importante, ocorreu logo no início do ano contra o Cabofriense, por 4 a 0, ainda sob o comando de Abel Braga, no Campeonato Carioca.

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Arão começou o ano com o pé direito, nosso meia marcou o primeiro gol da partida contra o Cabofriense. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Não podemos esquecer do confronto que nos auxiliou na caminhada do Mais Querido rumo ao título da Libertadores. A goleada contra o San José, por 6 a 1, no Maracanã, foi a nossa primeira marca registrada na competição ainda na fase de grupos. Meses depois eliminaríamos outro difícil adversário. Foi a vez do Grêmio na semifinal da competição, por 5 a 1, também dentro de casa.

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Contra o San José, Diego foi destaque marcando logo aos 3 minutos de bola rolando. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

O Campeonato Brasileiro ainda não terminou, temos outras partidas para serem disputadas mesmo com o título já garantido. E como o futebol é imprevisível, o número de goleadas pode mudar até o fim da competição.

A “ideologia” de alto nível do Mister

Os números são resultados da forma como Jorge Jesus encara o futebol, para o técnico o esporte é sagrado. Outro fator é a mentalidade, é preciso entrar em campo sempre pensando em um resultado positivo. Em entrevista a zona mista, após o jogo contra o Ceará, o técnico enfatizou o que deve ser prioridade ao Mais Querido.

“Essa equipe está na história. 81 vai deixar de ser cantado. Agora é o 19. Com todo respeito ao 81, mas precisava ter continuidade. O Flamengo pra continuar a ser grande, não pode demorar 10 anos pra voltar a ser campeão. Tem que ganhar todos os anos e perder só de vez em quando”, afirmou o comandante.

Portanto, os moldes do Mister têm mudado de forma gradual e constante a mentalidade dos jogadores e até mesmo dos dirigentes do Flamengo. Além disso, fome por vitória e a maneira como o técnico honra o manto do Mengão, faz com que a equipe evolua e chegue a artilharias inimagináveis no futebol brasileiro.

Prova disso, é o nosso trio de ataque o qual é a evidência perfeita de que o futebol gira em torno do entrosamento da equipe e das qualidades individuais. Gabigol, Bruno Henrique e Arrascaeta, juntos somam 89 gols nesta temporada. É surreal.

Assim, nenhum título se conquista de forma individual. É preciso acima de tudo, usufruir de uma equipe estruturada e dominada pelo técnico que a comanda. Além disso, uma torcida disposta a apoiar o time em qualquer situação ou circunstância vigente, faz com que resultados contrários não abalem o elenco. As consequências desses fatores, nos levaram, literalmente a outro patamar, e é claro, ao Mundial de Clubes.

 

Por Fernanda Fernandes

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Fernanda Fernandes

Sou estudante de Jornalismo da Facha, carioca e tenho 21 anos. Flamenguista fanática desde a infância, é uma honra poder representar meu time fazendo o que eu amo. "Eu nasci Flamengo, e sempre vou te amar."

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