Os pontos corridos afetam ou não o Mais Querido?

A era dos pontos corridos já é uma realidade nacional há quase 20 anos.

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O sistema de pontos corridos fazem parte da história do futebol nacional há 16 anos. Foi em 2003 que o Campeonato Brasileiro, desde a sua criação em 1959, quando era conhecido como Taça Brasil, administrado ainda pela então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), precursora da atual CBF, foi padronizado pela entidade. Desde então, de abril a dezembro, 20 clubes espalhados pelos estados brasileiros disputam o torneio anual. 

As equipes se enfrentam em turno e returno. Os clubes são classificados pelo total de pontos, depois pelo saldo de gols, e, por fim, pelos gols marcados. Já os critérios de desempate entre um líder e vice-líder são: o maior número de vitórias, maior saldo de gols, maior número de gols pró, os confrontos diretos, menor número de cartões vermelhos recebidos e o menor número de cartões amarelos recebidos.  

Além deste claro sistema adotado pela CBF, é preciso citar o nível de competitividade do Campeonato. Em meio a turno e returno, é nítido como o esporte ganhou mais expectativa ao presenciarmos grandes clássicos entre os times nacionais. Um bom exemplo, foi o jogo deste final de semana, onde Flamengo e Corinthians protagonizaram um duelo que exige dos torcedores uma atenção integral. 

Um outro exemplo se dá em uma análise dos quatros maiores times cariocas. Apenas na cidade do Rio de Janeiro, mais de três times foram campeões na história do torneio. Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo demonstram, de forma nítida, o nível de exigência presente no país. 

Neste ano de 2019, é possível observar uma relação de amor e ódio em relação ao sistema que já dura quase 20 anos e o Flamengo. Em uma grande temporada, estamos atentos não só à Libertadores, mas, sobretudo, ao Campeonato Brasileiro, o qual se tornou uma prioridade para o Mais Querido. É claro, muito se deve à ideologia adotada por Jorge Jesus. 

Em inúmeras entrevistas, o Mister já afirmou não entender porque os próprios brasileiros não dão privilégio à própria competição nacional. O “não entendo porque vocês minimizam o Campeonato Brasileiro”, nos mostrou o quanto o futebol nacional estava carente de uma figura que levasse a bola em campo a outro patamar. 

Algumas consequências norteiam o fato de que, há alguns anos, não vimos mais o Brasileirão sendo decidido por um clube que foge da técnica utilizada pelo português. 

Outro ponto, é o fato ligado aos técnicos nacionais, os quais não esperavam que as estratégias de Jesus, após sua chegada ao Ninho do Urubu, dariam tão certo. Este fator levou já dois comandantes brasileiros à demissão, após um duelo contra o Flamengo. O primeiro, Felipão, há dois meses, após o Palmeiras ser derrotado por 3 a 0, no Maracanã.

O mais recente, Fábio Carille, após a partida de ontem (03), no Maracanã. O ex-técnico do Corinthians deixou o clube logo após o fim da goleada por 4 x 1 para o rubro-negro.

É preciso frisar que, para se existir um possível êxito pelas táticas empregadas pelo Mister, é imprescindível ter jogadores dispostos e empenhados a irem em busca de títulos significativos. 

O querer vencer e conquistar títulos importantes faz parte do ambiente rubro-negro. Foto: Alexandre Vidal – Marcelo Cortes & Paula Reis / Flamengo

A soma de todos esses fatores nos levaram a atingir novos recordes na história dos pontos corridos. A oito rodadas do fim da competição, já ultrapassamos três campeões na história do sistema. Acreditem, superamos nosso próprio desempenho quando levamos o troféu para casa em 2009. Na época, em todo o campeonato, tivemos uma aproveitamento de 58% com 67 pontos, em 19 vitórias, dez empates e nove derrotas. 

Já extrapolamos também os resultados do Fluminense de 2010, quando obteve uma aproveitamento de 62,3%, com 20 vitórias, 11 empates e sete derrotas. Excedemos, também, o Corinthians, campeão em 2011 com 21 vitórias, 8 empates e 9 derrotas com o mesmo número de aproveitamento do tricolor carioca, 62,3%.

O Mais Querido pode fazer ainda a melhor campanha histórica era dos pontos corridos, adotada em 2003, desde que a CBF fixou 20 clubes na disputa do troféu nacional.  

Porém, apesar de tudo, existem alguns fatores negativos os quais são vistos ano após ano na competição. Dentre alguns, o mais relevante, e que rende debates acerca do sistema adotado, é o desgaste físico dos atletas nacionais. 

Apesar do cansaço expresso no rosto dos nossos jogadores, a força de vontade se torna maior a cada jogo. Foto: Getty Images

Sim, nós, rubro-negros, estamos sujeitos ao cansaço e aos massivos jogos semanais neste fim de torneio. Prova disso, foi o jogo contra o CSA, no Maracanã, no dia 27 de outubro. Era visível o cansaço por parte dos atletas não só rubro-negros, mas também da própria equipe alagoana. 

Levando em consideração os dois jogos por semana, a fadiga é vista também em jogos de outros clubes nacionais. Um exemplo foi o duelo entre Fluminense e Vasco da Gama disputado no último sábado (02), no Maracanã. Com um placar de 0 a 0, em uma partida introvertida, onde apesar de constantes ataques do tricolor, o jogo terminou com jogadores de ambos os times caídos no gramado. 

Entre os prós e contras dos pontos corridos, estamos a oito pontos do vice-líder Palmeiras. Além disso, nesta intensa temporada fica comprovado que não só de técnicos um time evolui, a força de vontade dos atletas e do apoio incansável e inerente da torcida também é fundamental. Fatores que nós, como Nação Rubro-Negra, desempenhamos com gritos, amor e uma incansável escolha de não querer desistir. 

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