O Maraca é nosso, pelo menos por enquanto.

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Há muitos anos se fala em transformar o Maracanã em um estádio gerido pelos clubes, algo que seria primordial a salvação do futebol carioca. Como feito na Itália mas precisamente em Milão com Internazionale e Milan, adversários dentro de campo mas que administram o estádio San Siro/Guiseppe Meazza juntos, de forma lucrativa e profissional desde meados 1946.

Lá no velho continente o futebol sempre foi visto com profissionalismo, o negócio em torno das quatro linhas tratado como empresa, o público como cliente merecedor de todo respeito.

No caso específico do Maracanã existia um consórcio vencedor de uma licitação com estado do Rio de Janeiro, onde pairavam toda sombra de dúvida. O próprio consórcio depois de não conseguir algumas áreas no entorno do estádio para criação de shopping, estacionamento entre outros, via o negócio não ser tão vantajoso, tanto que sufocava os clubes com taxas altíssimas para manutenção, fazendo com que os mesmos se tornassem reféns de uma situação onde os protagonistas não obtinham lucros mesmo lotando o estádio a fatia aos clubes eram patéticas.

Futebol já não era a fonte única do consórcio pasmem senhores ocorreu preferência para shows em detrimento do objetivo central, o futebol. Com a mudança de governo do estado, em face das eleições, ocorreu uma grande transformação de como era visto o consórcio Maracanã liderado pela Odebrecht, foi cancelado assumido pelo governo estadual e no último dia 12/04, passado para quem realmente tem interesse em tornar o templo do futebol rentável para os clubes.

Após análise de carta de intenções, foi escolhida a dupla FlaxFlu para serem os administradores do Estádio Jornalista Mário Filho. Mas um detalhe fez com que o FLAMENGO figure como administrador responsável por tudo, incluindo manutenção e pagamento de valores junto ao permissionário. Esse detalhe foram as CND’s – Certidão Negativa de Débitos, fator primordial para assinatura de convênios e recebimentos de repasses junto a órgãos públicos. Ou seja, Juridicamente o executante da permissão é o Flamengo.

Outorga será paga pelo Flamengo, o clube da Gávea será o cobrado caso algo dê errado. Essa gestão compartilhada entre a dupla FlaxFlu, pode ser o pontapé necessário para a evolução do futebol brasileiro ao tão sonhado profissionalismo fora de campo.

Vale salientar que o Flamengo pagou um preço alto nos últimos anos para conseguir resgatar sua imagem no mercado, voltar a ser protagonista de coisas grandes, modernizar a instituição, visando visando ter um lugar para para acomodar sua apaixonada torcida e desde da última sexta-feira, 12/04, a Nação rubro-negra pode gritar em alto e bom som: “O MARACA É NOSSO. O MARACA É DO POVO.”

Agora o Estádio Jornalista Mário Filho, será gerido por quem precisa provar ser capaz de ser profissional, capaz de arrecadar com bares e restaurantes, capaz de negociar com outras instituições visando apenas deixar o negocio futebol rentável para todos, capaz de ter uma politica de ingressos acessível e atraente para sua apaixonada nação.

Com tudo isso em jogo a dupla FlaxFlu já acumulam uma despesa mensal pelos próximos 180 dias, podendo ser renovada pelo mesmo período, de R$ 1,2 mi com estádio, precisam ser criativos, fazer circular torcedores todos os dias. Mas existe um grande perigo a tudo isso justamente o próprio universo do futebol, Vasco não digeriu muito bem a concessão mesmo que provisória para os rivais em especial ao Flamengo, chegando ao cúmulo de trazer para si um possível prejuízo financeiro na final do Campeonato carioca, pois em forma de protesto não irá disputar partidas no Maracanã enquanto durar a concessão ao rival.

Na assinatura do contrato de permissão no palácio da Guanabara, o governador Wilson Witzel criticou a atitude do Vasco: “Lamentável. Poderia ter participado e não participou. Não participou e agora está esperneando”.

Mesmo contra alguns que preferem viver sob a batuta do amadorismo, das velhas falacias do antigo mundo do futebol brasileiro, Flamengo está iniciando uma nova era, uma transformação rumo a tão sonhada supremacia no continente, isso se torna mais latente agora que o MARACANÃ É RUBRO-NEGRO.

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