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O Flamengo caminha para um novo vexame na Libertadores?

flamengo e libertadores

Futebol inconsistente, derrota em jogo importante no Maracanã lotado, treinador chamado de retranqueiro e questionado pela torcida. Isso parece familiar? Assim foram os últimos anos do Flamengo, um filme em 2019 vem sendo seguido à risca.

A conquista do campeonato carioca foi apenas uma cortina de fumaça, que, agora, começa a se dissipar. Mesmo com um abismo técnico em relação a Vasco, Botafogo e Fluminense, não foram poucas as vezes que o time da Gávea passou sufoco em clássicos, principalmente contra o tricolor  das laranjeiras, comandado por Fernando Diniz.

Ou seja, fica evidente que algo está errado. Uma equipe com craques como Arrascaeta, Gabigol, Bruno Henrique, Diego e Everton Ribeiro, deveria nadar de braçadas no modesto campeonato carioca.

O oba oba no Flamengo

A conquista do estadual, aliás, tem histórico de ser precedida de desastre. Quem não lembra da fatídica Libertadores de 2008?

Após vencer o América do México por 4 a 2 fora de casa no duelo de ida, o Flamengo, que havia acabado de levantar o caneco do estadual, entrou em campo em clima de festa. Posteriormente aconteceria a despedida do então treinador Joel Santana, que assumiria a seleção da África do Sul.

Acomodado com a vantagem, o rubro-negro entrou desligado em campo, e levou um chocolate histórico de 3 a 0, resultando em sua eliminação. A partida ficou marcada pela grande atuação do atacante paraguaio Cabañas.

A Libertadores, por sinal, é um capítulo à parte. A atual edição do maior torneio das Américas mostra um quadro dramático para o Flamengo.

Libertadores: Para o Flamengo todo grupo é difícil

É de impressionar qualquer um a facilidade do Flamengo em se complicar na Libertadores. Mesmo com elenco qualificado e técnico experiente quase, todo adversário se torna uma pedra no sapato do clube.

O grupo com Peñarol (URU), LDU (EQU) e San José (BOL), animou boa parte da torcida. Parecia que finalmente a equipe teria “vida fácil”, ledo engano. Quando a classificação se mostrava eminente o time conseguiu a proeza de perder para o limitado Peñarol num Maracanã abarrotado.

A goleada contra o San José acalmou os ânimos. Porém, na rodada seguinte, outro baque: derrota melancólica, de virada, para a LDU, fora de casa. O time equatoriano, que possui um título do torneio, está tecnicamente longe dos tempos áureos de 2008, quando se sagrou campeão em cima do Fluminense.

Muita pompa para pouco resultado

A campanha irregular deixa exposto o trabalho medíocre do técnico Abel Braga. Mesmo com um dos melhores elencos do país o treinador não vem conseguindo fazer o time vingar. A pressão dos rubro-negros pela demissão de Abel é forte.

No momento o Flamengo lidera o grupo H, com 9 pontos, mesma pontuação do Peñarol, mas levando vantagem de no saldo de gol. Em seguida vem a LDU, com 7 pontos. O San José ocupa a lanterninha do grupo, já eliminado com apenas 4 pontos.

Na configuração atual o Flamengo depende apenas de si. Afinal, basta um empate no Uruguai contra o Penãrol para garantir a vaga nas oitavas de final da Libertadores. Cenário assustador, dado o nosso histórico na competição.

Veja: Redação RN entrevista rubro-negro que mora no Uruguai

Vexame? Semelhança que assusta

Em 2017, diante de situação parecida, o Flamengo liderava o grupo com San Lorenzo (ARG), Universidad Católica (CHI) e Athético Paranaense. Um empate na Argentina era suficiente para avançar.

Com a derrota de virada por 2 a 1 para os argentinos, somada com a vitória do Athletico no Chile, mais uma vez o Rubro Negro ficou pelo caminho. Portanto, a semelhança com o momento é de assustar o torcedor mais otimista.

O que esperar?

Quarta-Feira, dia 8, no Uruguai, é dia de decisão para o Flamengo na Libertadores. Assim, sem perspectivas de grandes mudanças fica a pergunta: O Flamengo caminha para um novo vexame?

Leandro Conceição

 

Leandro Conceição

22 anos, estudante de Jornalismo da UFRRJ. Apaixonado por futebol e flamenguista desde que me entendo por gente.

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