O fascismo e a sala da presidência do Flamengo.

O fascismo e a sala da presidência do Flamengo.

Não há nada mais perigoso que um incenso de fascismo no ar. Especialmente quando ele queima dentro da sala de um presidente.

Talvez por causa de sua máscara onde está escrito CRF, o presidente do Flamengo, não consiga notar o aroma. Mas ele existe. Imperialmente, ditatorialmente, assepticamente. O Flamengo quer decretar a volta ao futebol. 

Comprou equipamentos.

Fez testes.

Deu entrevistas. 

E agora impõe sua vontade. 

Mas para jogar é preciso ter adversário. E numa corrida louca contra sabe-se lá o quê tenta retornar ao Campeonato Carioca. 

Para quê? 

Por quê? 

Pra quem? 

 

Repitam estas perguntas para vocês. Tenham bom senso. Respirem fundo, tirem o terraplanismo da alma e tentem responder. 

 

Mas, antes de tentar responder vamos voltar a uma visita de surpresa ao palácio do Planalto. O Presidente do Clube de Regatas do Flamengo visitou o Presidente do Brasil. Um sujeito que podemos no mínimo chamar de desequilibrado e despreparado, que clama por uma distração que tire os holofotes da crise sistêmica que temos, de cima dele. 

 

Voltam para o Rio de Janeiro e aí o Flamengo inicia seu imparável ciclo de pressões o que pode nos ajudar a responder as 3 perguntas.  

 

Para quê voltar? 

Existem motivos econômicos, óbvio, mas ainda não há certeza de nada na saúde. Não há vacina. Não há clareza entre quem pode ser curado ou não. Todos podemos morrer. E a pressa em voltar não se justifica, dinheiro é possível se ganhar de volta (o próprio Flamengo é reflexo disso) uma vida não.

 

Vocês estão preparados para perder Gabigol, Arrascaeta ou Bruno Henrique para o Covid-19?
Sim porque isso pode acontecer. Não pode? Morrem pessoas de 19, 56, 78, 23 anos imagina se um deles passa por isso?  

 

Por quê? 

Esta me parece a mais simples de responder: circo.

O Governo Federal precisa de distração para que a população pense novamente que tudo está normal. Mas não está. 

 

Já são 45 mil pessoas mortas. É preciso distração e me parece claro que o senhor Presidente da República pediu isto naquela tétrica reunião. 

 

Para quem? 

A correria parece que se justifica pelos motivos acima e também pode ser para expor o novo patrocinador. Mas se não vai haver transmissão ao vivo, se não vai haver torcida, mais uma vez a resposta se faz presente: esta volta só serve a um círculo de pessoas. 

 

Se a torcida não pode ver o jogo pela TV ou no estádio(até este momento, tudo pode mudar), para quem nós jogaríamos?

A  resposta fica ainda pior com a notícia de que o próprio Bolsonaro estaria no Maracanã para ver a partida. 

Vocês enxergam o absurdo disso? Aquele que é torcedor rubro-negro não pode ir ao estádio, mas o Flamengo pode abri-lo, gastar luz, aparato, protocolos, testes e etc simplesmente para que um ser humano veja um jogo de futebol num estádio vazio onde NÃO pode ser vaiado ou até aplaudido pelo povo.

Lembra Coréia do Norte, não lembra?

Não se iluda rubro-negro. As vitórias desta diretoria não dão a ela a onipotência sobre o Flamengo.

O que faz a força do nosso clube é o povo brasileiro.
O Flamengo está na maioria das casas de todo Brasil.
 Não está na cadeira de um fascista que a cada minuto veste a camisa de um time diferente para salvar sua popularidade.

O Clube de Regatas do Flamengo não pode servir a nenhum, repito, nenhum mandatário de direita ou de esquerda, porque está acima deles. por isso, senhor Rodolfo Landim, muito cuidado com o que o senhor está fazendo. Taças refletem glórias, mas também podem refletir vergonhaE a história, esta dama do julgamento, chegará. 

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marcelocoli

Sou redator, agente provocador, crítico, e presidente virtual do Flamengo.