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O Caminho para Lima – Parte 2

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Vamos a última parte da nossa série que mostra o caminho do Flamengo até a final da Libertadores. Após a primeira parte que mostrou como foi a fase de grupos, acompanhe agora como foi o caminho do Mengão até chegar a grande decisão em Lima.

A noite em que tudo deu errado

Num jogo em que Jorge Jesus teve noite de professor Pardal, por pouco o Flamengo já não voltou eliminado do Equador. O time do Emelec não possuía grandes credenciais, o time tinha alguns desfalques importante mas algumas escolhas complicadas como colocar Rafinha de ponta direita foram determinantes para a derrota no primeiro jogo.

A noite foi tenebrosa em Guayaquil, o Flamengo foi inofensivo ofensivamente e medonho defensivamente. Tomou o gol de Godoy aos 9′ de jogo, o Emelec pressionava e teve chances de ampliar o placar. Aos 34′ do segundo tempo, Caicedo ampliou e no final das contas, o Mengão saía satisfeito por não ter tomado mais gols. Pra piorar, Diego Ribas se lesionou gravemente e seria desfalque por alguns meses.

Sem pedra no caminho

No jogo da volta no Maracanã, o cenário foi totalmente diferente. Em 18 minutos, o Flamengo já tinha igualado o placar do jogo de ida. Gabriel, de pênalti aos 9′ e aos 18′, mostrou pro time do Emelec que no Maraca é diferente. Parecia que seria um passeio, mas parou por aí. O time continuou jogando bem, mas a rede não foi balançada novamente.

A classificação para as quartas de final, seria decidida na marca do pênalti. O Flamengo passou limpo pelas cobranças: Arrascaeta, Bruno Henrique, Renê e Rafinha converteram suas penalidades. Arroyo parou em Diego Alves e Queiroz chutou na trave. O Flamengo voltava as quartas de final depois de 9 anos, e o caminho para Lima continuava.

Na fase seguinte, enfrentamos o Internacional e o primeiro jogo foi na nossa casa. E o Maracanã viu um belo e difícil primeiro tempo. O Inter vinha jogando um bom futebol e o Flamengo estava começando sua excelente fase que perdura até hoje. Os dois times tiveram boas chances e o 0x0 na primeira parcial foi bem justo.

No segundo tempo, o jogo continuava da mesma forma que na etapa inicial. Até que em duas jogadas rápidas de contra ataque aos 30′ e aos 33′, Bruno Henrique marcou dois gols e deu uma excelente vantagem ao Mais Querido. O jogo em Porto Alegre seria bem mais difícil, e uma vantagem de dois gols, seria ótimo pra estratégia do técnico Jorge Jesus.

O Beira-Rio é nosso

O prognóstico que se previa para o jogo da volta não se confirmou, pelo menos no primeiro tempo. Aliás, aconteceu exatamente o contrário. O Mengão  dominou as ações e a posse de bola, parecia que o jogo era no Maracanã. Gabriel perdeu dois gols inacreditáveis, aos 1′ e aos 43′. O Flamengo era senhor do jogo, e o Colorado pouco ameaçava.

Mas no segundo tempo, o jogo mudou. O Inter cresceu no jogo, e aos 16′ abriu o placar com Rodrigo Lindoso de cabeça. O Inter fazia sua melhor etapa das quatro que aconteceram até ali na eliminatória, teve boas chances mas esbarrava na falta de pontaria dos seus jogadores.

Até que aos 40′ num contra ataque iniciado num roubo de bola de Arrascaeta, Bruno Henrique recebeu na defesa e avançou até a entrada da área quando rolou pra Gabigol só empurrar pro fundo das redes. Flamengo 3 a 1 no agregado. O Beira-Rio era nosso, e a vaga na semifinal também. Seguimos no Caminho para Lima.

Último obstáculo no caminho

Na semifinal, enfrentamos o melhor e mais vitorioso time do Brasil nos últimos 3 anos. O Grêmio do polêmico Renato Gaúcho, que falou e provocou muito antes do duelo. Mas o que se viu em Porto Alegre foi bem diferente.

No primeiro tempo foi um monólogo do Rubro-Negro. O time de Jorge Jesus teve controle total do jogo, inclusive tendo dois gols anulados pelo VAR (um, na minha opinião de forma equivocada). O Flamengo se sentia em casa.

No segundo tempo, o panorama continuou igual. O Grêmio até teve duas ótimas chances e uns 20 minutos de equilíbrio, mas a partida ainda pendia mais pro lado rubro-negro. Bruno Henrique aos 22′ abriu o placar de cabeça.

Aos 43′, numa cruzamento de Everton Cebolinha, Pepê apenas empurrou pro fundo das redes e empatou o jogo. Nos primeiros 90 minutos e após 3 gols anulados pelo VAR, ficou a sensação de que poderíamos sair com a vitória. Mas que no Maracanã, não deixaríamos a oportunidade passar.

CINCUUUUUN?

No Maracanã, o jogo começou bem disputado, truncado, com o Grêmio anulando as opções ofensivas do Flamengo nos primeiros minutos. O duelo estava aberto e equilibrado… até os 42′ minutos. Gabriel recebeu pela direita, bateu cruzado e Paulo Victor bateu roupa nos pés de Bruno Henrique que escorou pro gol. Flamengo 1×0 na primeira parcial.

O segundo tempo foi um passeio, um atropelo. Em 25 minutos, foram quatro gols. O Grêmio estava desnorteado, pedindo pro Flamengo diminuir o ritmo se não seria 7,8. Com 25 minutos, o telão do Maracanã marcava Flamengo 5×0 Grêmio. Algo dificíl de acreditar antes do jogo, mas com o futebol que o Mais Querido jogava, era altamente compreensível.

O restante da segunda etapa foi protocolar. Os dois times já queriam o fim do jogo. O Mengão para comemorar, o Grêmio para se esconder e sair correndo de vergonha. Depois de 38 anos, estamos na final da Libertadores novamente. A geração de Bruno Henrique, Gabriel e Everton Ribeiro, pode igualar feitos que só a geração de Zico, Júnior e Leandro conseguiram.

O caminho para Lima foi percorrido com sucesso. Agora falta só um obstáculo, só um adversário. Dia 23 será dia de fazer história. A torcida esperou muito tempo por esse momento e quer curtir cada segundo desse título. Com todo respeito ao River, mas nós temos total capacidade de trazer esse bi-campeonato. Vamos lá.

PRA CIMA DELES, FLAMENGO !

SRN

Gabriel Fareli

Gabriel Fareli
Pai do Enzo. Rubro-Negro. Estudante de Jornalismo (2/8). Apaixonado por Samba/Pagode.

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