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Lendas do Time de 1981: Raul

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TIME HISTÓRICO DE 1981: CAMPEÃO DA LIBERTADORES E MUNDIAL
Caro amigo Rubro-Negro, aqui vamos conhecer um pouco mais sobre os jogadores Campeões da Liberta 1981, a campanha, dados estatísticos, curiosidades, e tudo que fez essa lendária equipe entrar pra história. Numa série semanal, toda quarta-feira vamos conhecer mais sobre esse elenco inesquecível. Vamos iniciar por onde toda grande equipe começa: pelo Goleiro Raul Plassmann.

Raul Plassmann

O Lendário Goleiro do Flamengo na campanha da Libertadores 1981, Raul Guilherme Plassmann nasceu em 27 de setembro de 1944, em Antonina (PR), foi convencido pelo técnico Claudio Coutinho, para ser a voz da experiência num jovem Flamengo que surgia, chegou ao Clube em 1978 aos 34 anos, após longa passagem pelo Cruzeiro-MG, onde ficou por 13 anos e fez mais de 500 jogos, consagrando a imortal camisa amarela que ele trouxe ao Flamengo. Não demorou muito para Raul se tornar ídolo da torcida rubro-negra. Mesmo não sendo um goleiro que dava espetáculo, era muito inteligente, disciplinado e eficiente. Com muito equilíbrio emocional, ele comandava a defesa e mostrava uma boa saída da área, característica que faltava à maioria dos goleiros da época.
Ao começar a campanha na Liberta, com 3 jogos; fora de casa contra Atlético-MG (2×2) e em casa contra os Paraguaios, Cerro Porteño (5×2) e Olimpia (1×1), o goleiro titular ainda era o Cantareli. Dali pra frente foram mais 10 jogos até o Titulo, com 7 vitórias, 2 empates, e somente uma derrota, Raul entrou pra história do Flamengo, como o goleiro titular até o final da campanha. Raul trouxe ao Flamengo de 81, a experiência de 13 anos como goleiro do Cruzeiro, na sua bagagem veio uma conquista (Título) da competição sul-americana de 1976, sendo o único atleta do elenco com esse título. No Flamengo, Raul tinha o apelido de “Velho”, pela idade e seu jeitão de falar com os companheiros.
A consagrada camisa amarela: Raul acabou com o marasmo das camisas de goleiro, que até então variavam apenas entre pretas, cinzas ou brancas, mas foi por acaso. Num clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, na década de 60, ele entrou em campo com uma camisa de passeio, um blusão amarelo emprestado pelo lateral Neco, pois a camisa oficial de goleiro não coube. Foi um espanto geral no Mineirão. Ele fechou o gol e começou a escrever seu nome na história do futebol. Deste dia em diante a torcida do Atlético-MG começou a ironizá-lo, chamando-o de “Wanderléia”, pois havia um certo preconceito com os goleiros em relação ao uso de cores, fugindo ao padrão da época.

O goleiro passou a adotar a camisa amarela e ressaltava sempre que ela tinha um poder hipnotizador sobre os atacantes, que chutavam sempre na direção em que ele estava posicionado. Esta cor de camisa inclusive foi adotada por outros goleiros que passaram pelo clube, entre eles: Clemer, Diego, Bruno, entre outros, e mais recentemente é a cor usada pelos goleiros do Flamengo na temporada 2018/2019, foi com essa cor imortal, que Julio César usou em seu ultimo jogo ao se aposentar e encerrar a carreira no Flamengo em 2018 contra o América-MG pelo Brasileiro.

Sendo um goleiro de destaque na posição com dois títulos de Libertadores no currículo (1976/1981), ele teve passagem curta na seleção Brasileira, com apenas 17 jogos entre 1975-1980, quase foi convocado pra Copa de 1982, cujo técnico era Telê Santana, mas por uma contusão num dedo da mão e também por uma divergência com o então treinador, foi cortado da lista final. Raul narra o caso ao Programa Resenha da ESPNBrasil, conta que foi convocado por Telê, que inclusive tinha lhe ‘prometido’ vaga na lista final da Copa 82, mas durante um treinamento em que estava sendo cobrado por mais empenho nos treinos, dirigiu-se ao técnico e lhe respondeu:”…vc me convocou pelo o que eu jogo ou pelo o que eu treino?…”, após essa indagação, sofreu uma contusão num dos dedos da mão e foi cortado da Seleção, e mesmo após recuperar-se, não foi mais convocado por Telê Santana.

Encerrou a carreira no futebol em 1983 aos 39 anos, jogando pelo Flamengo levou seu último gol num Fla-Flu, gol marcado por Assis aos 45min do 2º tempo. Após pendurar as chuteiras, iniciou carreira como comentarista, profissão que exerceu durante muitos anos, até os dias de hoje. Teve duas passagens como treinador, primeiro no Cruzeiro em 1987, e depois no Juventude-RS em 2003, ambas sem muito sucesso. Trabalhou também como dirigente no Londrina-PR em 2004, seu Estado natal. Em 2011, voltou para Minas Gerais para trabalhar nas categorias de base do Cruzeiro, responsável por subir novas revelações do clube.

Redação Rubro Negra

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