Jesus opera milagres: da oscilação à consistência

Jogo intenso, busca pela posse de bola e sede por gols são características do técnico português

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Jorge Jesus coleciona títulos e uma história de peso no futebol. O treinador português já atuou em clubes como o Sporting Clube de Braga, o Al-Hilal, da Arábia Saudita, e, pelo Benfica, atingiu o recorde de títulos do time. À frente do Flamengo, Jesus tem mudado a forma com que os jogadores encaram os jogos.

Com o comando do Flamengo, somamos 5 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. O técnico tem dividido diversas opiniões entre a Nação Rubro-Negra. Uns, acreditam que o time ainda precisa se encontrar e evitar o famoso “desespero” pela bola em campo. Outros, afirmam que o time tem rendido de forma positiva e que durante as partidas têm conseguido evoluir.

Honestamente, fico com a segunda opção. Apesar de ainda precisarmos de mais preparação técnica, acredito que o coletivo tem melhorado gradualmente. Um exemplo foi a partida contra o Botafogo, pelo Brasileirão. Presenciamos chances claras de gol vindas do alvinegro, começamos o jogo em desvantagem, e, aos 14 minutos, Cícero marcou com a assistência de Jonathan, lateral-esquerdo.

Porém, foi depois dos 15 minutos do primeiro tempo, que o estilo de jogo de Jesus, literalmente, entrou em campo. Com todo o gás, o time reagiu até o empate. O volante Gerson marcou aos 35 minutos da primeira etapa com a assistência do lateral Rafinha. E depois,  com um time mais compacto e ao estilo lusitano, garantimos a vitória com os gols de Gabigol e Bruno Henrique. Foi quando pudemos perceber, de fato, um time resistente e focado.

Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

É dessa forma que encaro Jorge Jesus. A busca incessante pela posse de bola e o estilo de jogo agressivo faz parte da essência do Flamengo. A partida contra o Botafogo foi só um exemplo disso. O coletivo se fortaleceu e deu espaço para o individual dar resultado. E não tem como negar que, mesmo de maneira, digamos, lenta, temos visto o time render dessa forma.

Jesus grita, é craque em ultrapassar a linha permitida aos técnicos, xinga, faz os gestuais mais impensáveis possíveis. Ele pode, afinal, é Jesus. Até William Arão melhorou de rendimento, Arrascaeta se encaixou no time e Gabigol tem ocupado seu espaço cada vez mais. Como ele mesmo diz: “precisamos de todos”. O time não é individual, e sim, coletivo.

O 11º jogo se aproxima. Agora, chegou a vez de encararmos as quartas de final da Libertadores. Se for do jeito ‘Mister’ de ser, veremos uma grande partida. Assim como vimos no jogo de volta, contra o Emelec, e na salada de bacalhau no domingo passado.

“Se fosse pelo dinheiro, poderia ter ficado no Al Hilal. Poderia também ter ido a clubes da Inglaterra (como o Chelsea). Meu agente não queria que eu viesse ao Brasil. Eu escolhi o Brasil”.

Jorge Jesus

https://twitter.com/nandajorn

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