Jesus lamenta eliminação mas elogia desempenho do time na partida

Confira a entrevista coletiva do treinador português após a eliminação na Copa do Brasil

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A eliminação do Flamengo para o Athletico-PR nas quartas de final da Copa do Brasil fez o técnico Jorge Jesus lamentar a sequência de lesões que atrapalharam seu planejamento no tempo normal e nas cobranças de pênaltis. Segundo ele, Bruno Henrique, vetado antes do jogo, Arrascaeta, que saiu aos 13 minutos do primeiro tempo, e Rafinha, substituído já na reta final por questão física, eram os cobradores do time.

“Não á fácil perder nas quartas de final, em uma decisão de penalidades. Nos 90 minutos, o Flamengo foi melhor, uma equipe que teve mais oportunidades de gol. Verdade que a lesão do Arrascaeta, que estava em esplêndida forma, tem influência na equipe. Seria um dos batedores. A equipe fez um jogo bom. Encontrou uma equipe agressiva, que na primeira parte, parou com muitas faltas táticas que o árbitro consentiu. O Flamengo esteve mais perto da vitória. Nas penalidades, tem um pouco de sorte e um pouco de azar, e mérito. Nesse capítulo, dos que tínhamos trabalhado, três não estavam: Bruno Henrique, Arrascaeta e Rafinha, mais Gabriel e Everton. Tivemos que fazer algumas alterações. Não foi bom. Não é dizer que estamos satisfeitos com o jogo, mas a equipe fez um jogo competitivo”, disse Jesus.

Outros trechos da coletiva

Escolha por Lincoln

“A partir do momento que perdemos o Bruno por lesão, não quis mudar na estrutura da equipe. Acreditamos no Lincoln, enquanto ele jogou, jogou bem. E não foi por isso que perdemos nas grandes penalidades”.

Pênaltis

“Já vínhamos trabalhamos pênaltis não por conta das quartas de final, mas ao longo dos treinos normalmente trabalho. Dos cinco que normalmente tenho escolhido, três não estavam previstos e tivemos que recorrer a outros”.

Gol do Athletico

“Foi a única chance que o Athletico teve. É óbvio que tivemos ali precipitação no gol de alguns jogadores que tentaram antecipar as jogadas. Normalmente, é uma situação fácil de controlar e acabamos tomando o gol. Pelo fato de termos sido eliminados, não quer dizer que não tivemos conteúdo. Tivemos conteúdo, não fizemos seis gols, mas fizemos um gol. Claro que ser eliminado tira o colorido de tudo que esta equipe fez. Se tivéssemos passado, todos iam dizer que tínhamos feito um grande jogo”.

Léo Pereira acusa Gabigol de menosprezo

“Com todo respeito, não vou acreditar no que os adversários dizem. Vou analisar o que vi no jogo, e vi um Flamengo que respeitou o adversário, fez uma pressão constante na recuperação da bola e não vou falar de uma coisa que não tenho condição de falar”.

Recado ao torcedor

“Há mais competições, é óbvio. Saímos da primeira, que todos gostam de ganhar, e de uma maneira cruel. Quando se sai nos pênaltis, sente mais a derrota. A dor é muito e óbvio que não gostaram. Mas é um fator que não pode controlar muito, apesar de treinar. Tem muita sorte ou azar”.

Decepções no Maracanã

“Quando você está em um grande clube, como o Flamengo, onde os objetivos são sempre trofeus, tem que estar preparado para ganhar tudo e quando as coisas não correm bem. Não perdemos durante o jogo, perdemos nos pênaltis. Conta? Claro que conta, mas temos a sensação de que demos tudo, que os jogadores correram muito. Fizemos o controle do GPS e há jogadores que correram 12km e isso mostra como abordamos o jogo. O Athletico foi melhor nos pênaltis e isso dói mais”.

Cavadinha do Diego

“A decisão dele foi uma decisão de momento em que os jogadores têm que ter. Normalmente, ele não bate assim, mas pensou que o goleiro poderia cair. O pensar e o decidir são coisas diferentes. Ele pensou que o goleiro ia para um lado ou outro. Isso faz parte. Só erra quem marca e ter a responsabilidade de ser o primeiro a marcar não é fácil. Achei que ele seria o capitão e o primeiro a dar o pontapé seria importante.”

Cuéllar

“Não tenho conhecimento que o Cuellar esteja com problema ou triste. Tenho conversado com ele quando não jogou, conversei e preparei quando disse que ia jogar, e sempre com sorriso nos lábios. O mister que decide e sabe. Até o momento, foi humilde comigo. Óbvio que quando não joga fica mais triste no momento. Mas que eu percebesse ou me desse explicação, não”.

Jogo contra o Corinthians

“Vamos mudar três, quatro jogadores que demonstrarem maior indicação de fadiga. O Arrascaeta foi um jogador que estava no limite do risco e quis assumir o risco sabendo que ele não jogaria o jogo todo. Jogar de três em três dias é isso”.

Berrío no lugar de Lincoln

“Se você reparou no jogo, o Berrío entrou numa posição e depois fiz uma alteração. O Berrío é um jogador que é muito rápido, forte fisicamente e nos deu saída de bola em situações de contragolpe. Quando ele jogou mais fixo, deu liberdade ao Gabigol. Era uma alteração que deu qualidade ao time e a pressão era intensa. Fizemos 1 a 0, abri o Berrío e botei o Éverton pelo meio. Achei que o Berrío pudesse auxiliar o Rafinha, que já estava com dificuldades físicas”.

Impacto da derrota

“Uma derrota tem sempre impacto, ainda por cima nas quartas de final da Copa e nos pênaltis. Está em casa, com vantagem do 1 a 0, e não conseguimos vencer. De momento, marca. Foi complicado emocionalmente para todos, mas é a vida de quem quer andar em uma equipe que está em todas as frentes. Vai ficar fora em alguma e quando isso acontece é preciso saber dar a volta”.

Vaias

“Temos que respeitar os torcedores quando ganhamos e quando perdemos. É claro que é mais agradável quando não nos xingam, mas temos que entender que eles estão tristes pela eliminação. Os jogadores têm consciência de que fizeram tudo pela vitória”.

Postura defensiva

“Defensivamente, a equipe esteve bem. Se pensarmos em chances do Athletico, não teve. Mas acabamos por ser surpreendidos quando estávamos bem posicionados. Temos que procurar melhorar a última linha, que é o mais difícil quando você defende com poucos jogadores. E é o que o Flamengo faz”.

Lições

“Se quiser tirar deste jogo uma lição, é trabalhar mais pênaltis. Porque foi onde fomos eliminados. O tempo não foi grande para trabalhar isso, mas trabalhamos. E das minhas cinco primeiras escolhas, três não estavam no jogo”.

Pênaltis perdidos por Diego

“O Diego trabalha todos os dias comigo e foi um dos jogadores que relacionei. Claro que não era o primeiro, esse era o Arrascaeta. Mas entre os que estavam achei que era o homem certo para dar o chute inicial. Ele tem muita personalidade poderia ter dito que já tinha falhado, mas não, assumiu o que a equipe esperava dele. Mas não seria por ter perdido que eu o tiraria. O que me indica é o que eu vi no trabalho”.

Falta de centroavante

“Agora, não importa muito dizer o que falta. Mas antes deste jogo já tínhamos pedido um centroavante para se adaptar ao Gabigol e também aos jogadores que envolvem está linha avançada. Estamos à procura, não é fácil. No Brasil, não há tantos para contratar e na Europa não é muito fácil convencer o jogador e vir jogar o Brasileiro”.

Tempo que ganha com eliminação

“A equipe já está a minha imagem, não tem medo de perder, joga em uma intensidade muito alta, pressão na bola, no adversário. E futebol é isso mesmo. É o único jogo coletivo do mundo que quando você joga melhor do que o adversário nem sempre ganha. No Basquete, ganha. No handebol, ganha. Jogamos melhor e não ganhamos. E isso nos custou muito.”

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