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Guerra e Paz: Flamengo vive lua de mel dentro de campo e tensão fora dele

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O Flamengo não tem paz! essa frase é um mantra que persegue o Flamengo ao longo dos anos. Depois de um ano mágico, o Flamengo começa um ano com uma guerra que parece só trazer danos à todos os envolvidos, não terá um vencedor.

Após um ano da tragédia no ninho, e o Incêndio que parece que nunca tem fim, a diretoria do Flamengo, evidenciando sua falta de tato, deixou muitos torcedores indignados com a forma com a qual tratou a situação, principalmente no dia em que o acontecido completou um ano.

Mostrando uma frieza que pode ser um ponto positivo no mundo dos negócios, a falta de sensibilidade chocou à rubro-negros e deu munição para a imprensa atirar mais ainda contra a imagem do clube, que não sairá ilesa desse episódio.

Aliado à esse momento de tristeza, consternação e revolta por parte de alguns rubro-negros, a Globo, que bateu o pé por um acordo igualitário com um time que trás mais audiência que os outros três juntos, aproveitou para disparar matérias, notícias e sensacionalismo para ter o Flamengo como centro das atenções.

Outrora parceiros, hoje a relação está arranhada. E o Flamengo evidencia isso através de notas como a de ontem. Não aceita ser tratado como igual, quando sabe que hoje é o maior produto do futebol brasileiro, e não vai ficar calado ao ver seu nome ser arranhado em rede nacional.

Uma guerra com todos os lados perdendo

Acontece, que nessa guerra, todos perdem, a Globo, o Flamengo e os torcedores.

Os torcedores perdem por verem seu time tão amado levar fama de assassino, de time desumano, de ver o nome do seu time ser alvo de calúnias  da imprensa em geral e de torcedores adversários, além de não poderem assistir ao seu time jogar.

A Globo perde por não ter o seu principal produto, seu time que mais dá audiência, e ainda passar pelo constrangimento de por exemplo em uma final de Campeonato não poder exibir, ou exibir uma semifinal entre Boavista x Volta Redonda por não poder exibir o Flamengo.

O Flamengo perde por ter seu nome arranhado todos os dias, por gerar antipatia por parte daqueles que se baseiam por notícias da televisão e de alguns jornalistas que não buscam a verdade. perde por ter dirigentes frios que não entendem que o que aconteceu no Ninho será para sempre um momento de dor para todos os rubro-negros, e mais ainda para seus familiares.

Em um momento onde deveríamos apenas nos deliciar com o time de Jorge Jesus e seus craques, nos preocupamos com fatores extracampo que podem atrapalhar aquele que tem tudo para ser o ano mais vitorioso da história.

Em tempos de paz, o rubro-negro vê a guerra como seu maior adversário. Aliás, como já dizia Jesus, o maior adversário do flamengo é o próprio Flamengo.

Tá na hora de resolver isso. A guerra só trás feridos. As vezes um acordo pode ser menos doloroso, para todas as partes.

por Jerônimo Simeão Júnior

 

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