Futebol Profissional

Gerações de torcedores: aprendizagem e sabedoria

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Gerações, o que tantas pessoas têm acompanhado ao presenciar grandes jogos e um Maracanã repleto de corações apaixonados? É difícil dizer, mas ao observar me vem à mente tudo o que já passamos para chegar até aqui. Decepções, difamações e injúrias, muitas das vezes injustas por parte de dirigentes contrários e torcedores adversários. Essa semana, ainda lidamos com uma mídia portuguesa carregada por um objetivo claro, desestabilizar nosso momento pré semifinal. 

Porém, hoje estou aqui para relatar as diferentes manifestações de amor e paixão presentes em diferentes gerações. Torcedores de idades divergentes, mas que carregam o mesmo sentimento de contemplação pelo Mais Querido. 

Para retratar o que tenho visto ao assistir aos jogos seja no Maracanã, em casa, ou até mesmo em um bar perto de casa, tive a ideia de observar as reações dos nossos irmãos e irmãs a cada jogada manifestada em uma partida. 

Começando pelas crianças, aquelas de 9 a 12 anos de idade, é possível ver o quanto do Flamengo tem crescido em cada uma. Reações e expressões que denotam uma satisfação pura por torcer para um dos maiores times do Brasil. Nelas, parece que o Mais Querido cresce de forma sentimental e gradual. Vejo o quanto de história e o  peso de um manto sagrado que muitas delas expõe com orgulho e um amor infinito. 

Torcedores mirins, os quais em mídias sociais, o Instagram, por exemplo, colocam de forma explícita como é acompanhar o Flamengo. Tem choro, vibração e emoção, é tão intenso que transborda até em quem vê. Uma sensação de “estou no caminho certo”.

Para que conter emoções? O amor incondicional deve ser expresso intensamente. Foto EFE/Marcelo

Agora vamos aos adolescentes, jovens que até os 18, ouvem seus pais e mães contarem grandes momentos que vivenciaram torcendo para o Rei do Rio. Tem aqueles que fazem questão de ir aos jogos que acontecem em nossa casa, o Maracanã. Alguns, mesmo sem acompanhar futebol, neste ano de 2019 fazem questão de dizer “sou flamenguista”. Não pela sequência de bons resultados, mas pelo o que o Flamengo pode e está disposto a mover por nós torcedores. 

Entramos, agora, na fase adulta. Aos rubro-negros e rubro-negras com idades de a partir dos 20 anos, resta “curtir”. Sim, isso mesmo. Digo com convicção pois faço parte dessa faixa etária, e sei o quanto está sendo gratificante fazer parte de mais uma construção de nossa história.

Para a geração dos jovens adultos cariocas, que torcem para o Mais Querido, o ponto exato de concentração é um bar ou o Estádio. Não podemos aqui deixar passar a o tradicional Bar do Chicos, localizado na rua General Canabarro 119 A, próximo ao Maracanã. O pré-jogo raiz que meu pai me ensinou a amar e que me deparo com jovens de mesma idade.

Ali, fazemos a caminhada, juntos, até o estádio cantando e principalmente, unificando em uma só voz o amor pelo Flamengo. Não só o Chicos, mas a boemia carioca, pelo menos em dias de jogos pelo Mais Querido, é composta por jovens que estão vivendo o melhor momento de suas vidas. É carnaval fora de época. 

Em contrapartida, aos adultos de 40 aos 50 ou 55 anos, resta a singela emoção. Não posso deixar de citar meu pai. A cada gol que o Mais Querido marcar é um choro diferente. E entendo essa típica reação pois ele viu o Flamengo ser campeão mundial e esperou até aqui, com o coração apertado. Às vezes eu até me preocupo dele passar mal, é tanta comoção expressa no olhar que por meio dele me apaixono cada vez mais pelo Mengão. 

Aos que viram o título Mundial, viver, apreciar e somar com uma Nação é prioridade. Foto: Alexandre Vidal – Marcelo Cortes & Paula Reis / Flamengo

Ao lado do meu pai, já observei grupos de amigos que se juntam, e aos invés de estarem tensos com o resultado, apenas curtem esse momento. Homens e mulheres, que em 81 tinham seus 10 a 15 anos de idade, que viram Zico jogar, se reúnem para apreciar esse marco histórico. 

Já aos bem mais velhos, o meu carinho e respeito. Não perdem tempo colocando defeitos na equipe e sim exaltando. Já ouvi um: “minha filha, fica tranquila e curte o momento”, palavras ditas pelo meu sogro. Um homem carregado de histórias e que conhece o futebol com a palma das mãos. Saber que posso desfrutar da sabedoria e das experiências de idosos da nossa Nação, faz com que a paz esteja presente até mesmo no jogos mais disputados.

Simpatia em pessoa, Dona Zica é presença confirmada nos jogos do Mengão. Foto: Delmiro Junior

Quantas gerações, somos 150 mil sócios torcedores, muitos milhões e é claro, a maior torcida do Brasil e do Mundo. Somos uma Nação, composta por crianças, adolescentes, adultos, senhores e senhoras.

“Será que você lembra como eu lembro o Mundial?” 

Bom, eu não lembro, pois não vi, mas meu pai sim. E por meio dele tenho aproveitado cada segundo da caminhada. E devemos ser exatamente assim, torcedores apaixonados e fanáticos que encontram nos mais velhos a força de quem já viveu momentos felizes, tristes, mas que superaram de maneira sublime e vitoriosa. 

Somos milhões em um só Flamengo, somos Nação Rubro-Negra. 

Saudações, Fernanda Fernandes

https://twitter.com/nandajorn

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Fernanda Fernandes

Sou estudante de Jornalismo da Facha, carioca e tenho 21 anos. Flamenguista fanática desde a infância, é uma honra poder representar meu time fazendo o que eu amo. "Eu nasci Flamengo, e sempre vou te amar."

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