Futebol Profissional

The Unforgettable Fire. O Flamengo e seu incêndio sem fim.

Sim, o post começa em inglês. E é estranho trazer uma inspiração do U2 para um tema tão delicado como o incêndio no ninho do urubu do Flamengo. Mas até acho que faz algum sentido.

A banda irlandesa se caracterizou por sempre lutar por direitos humanos. E nestes dias temos visto um clamor de milhares, milhões de pessoas, rubro-negros, inclusive, pelos direitos das famílias dos garotos do ninho.

O incêndio não acabou.

Ele continua. Como uma fogueira das vaidades que arde dentro do peito de dirigentes do Flamengo que se recusam a pagar o que julgam errado.

Por outro lado, o incêndio que queima é o da opinião pública com uma hashtag #paguemosmeninos constante e inclemente.

Nada é maior que a dor de perder um filho. Nenhum dinheiro do mundo compensa isto.

Verdade. Mas qual é a indenização justa? Ela existe? Cada família está lutando pela sua agora.

O que está doendo não é só a ausência do dinheiro. O que dói é a foto na parede sem o consolo do clube que os garotos tanto amavam.

O que dói é a entrevista cretina, chapa-branca no melhor estilo ditadores da América Latina que não queriam responder ao povo.

O que dói é ser tratado como número. Enquanto os números de Gabigol assinando o contrato crescem.

Senhor Presidente do Clube de Regatas do Flamengo. O senhor pode liderar o clube para muito mais glórias este ano. Mas nenhuma delas será maior que amparar as famílias.

Seja humano, esqueça o executivo. Seja o pai que o Flamengo precisa.

Ou então deixo ao senhor uma parte da letra de Unforgettable Fire do U2.

“Fique agora, fique esta noite numa mentira

Eu estou só perguntando, mas eu, eu acho que você sabe”

 

 

 

marcelocoli

Sou redator, agente provocador, crítico, e presidente virtual do Flamengo.

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