Flamengo, Jesus e a internacionalização da marca

O Flamengo imaginava que a internacionalização da marca passava pela fornecedora de material esportivo, mas foi Jesus que impulsionou esse objetivo.

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Alexandre Vidal / Flamengo

Quando Jorge Jesus chegou ao Flamengo trazia consigo a expectativa de mudar a cara de um time que tinha estrutura e talento, mas faltava organização, intensidade e resultados. Se o técnico vai conseguir isso, só o tempo irá dizer, mas, em contrapartida, uma coisa já é fato: a tão sonhada internacionalização da marca já aparece de forma latente.

Internacionalização que fora alardeada pela Adidas, quando nos colocou no seleto grupo de Top Five, e que, na prática, nunca nos rendeu nenhum tipo de benefício.

Depois que fechou com o treinador português, o Flamengo virou notícia na Europa. Primeiro porque o treinador demonstrou total conhecimento do clube, citando características do elenco, visão da torcida e colocando o clube como um dos 4 maiores clubes do mundo:

“Na minha adolescência, também se falava que as quatro melhores equipes do mundo eram Real Madrid, Barcelona, Boca Juniors e Flamengo. Era o que eu ouvia dizer, que eram as melhores quatro equipes do mundo”.

Além disso, o treinador rejeitou ofertas de grandes clubes europeus para fechar com o Flamengo, dentre eles o Chelsea, conforme informação do jornalista Thiago Asmar.

Isso, é claro, virou notícia no Velho Continente, que começou a ver o Flamengo entrar no mercado, dessa vez, não apenas como fornecedor, mas como consumidor. Nomes como Bruno Alves, Coentrão, Jonas, Zapata e Carrillo começaram a pipocar no noticiário europeu e o Flamengo de Jorge Jesus tornou-se assunto recorrente nas transmissões.

Aliado às especulações, nomes de peso do cenário mundial mostraram seu carinho pelo Flamengo, como Neuer e Vidal. E isso, claro, se reverte em mais visibilidade, mais interações, mais engajamento e, claro, o nome do Flamengo sendo levado mundo afora.

Esses dias, o assunto nas telinhas europeias foi a estrutura do clube, que, segundo o jornalista Rui Pedro Braz, é “extraordinária”. Braz conversou com Jesus que lhe informou  que a estrutura do Flamengo não deve nada a nenhum grande clube do mundo, que é do mesmo nível daquilo que ele já viu de melhor.

O Flamengo, ao trazer Jesus, propositalmente ou não, atraiu para si os holofotes, não apenas do Brasil, mas do mundo todo. Jorge Jesus pode ser um divisor de águas no futebol brasileiro. Os resultados do time podem ter um alcance muito maior do que o imaginado.

Para se ter uma noção da comoção gerada pela chegada do treinador, o Flamengo vendeu direitos de transmissão até de jogo-treino para emissoras de Portugal, que se interessaram em mostrar os primeiros passos do trabalho de Jesus no rubro-negro.

Embora o treinador já conviva com a desconfiança de uma imprensa que está mais preocupada com as relações, que rendem exclusivas, do que com desempenho, Jesus já trouxe ao Flamengo algo que esperávamos há tempos: o pensamento fora da caixa.

O Flamengo de Jesus é notícia. Não só no Brasil, mas, agora, no mundo!

A internacionalização da marca pode ter vindo por um caminho diferente daquele que era esperado.

Jerônimo Jr.

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