Futebol Profissional

Como a alta do Euro prejudica o Flamengo em 2020

 

Nas últimas semanas o mundo foi impactado pelo surto do novo Coronavírus, o que vem prejudicando social e financeiramente diversas pessoas e instituições ao redor do mundo. Um dos impactos observados, foi a forte alta do Euro em relação ao real. O texto terá como objetivo exemplificar o porque dessa alta ser tão prejudicial ao Flamengo e ao mercado brasileiro em geral.

O grande mercado do futebol mundial é o europeu, logo todas as grandes transações são feitas em EURO. Exceções acontecem no futebol sul americano, em que algumas negociações ainda acontecem em Dólar.

Toda a captação de recursos dos clubes desde cotas de TV até contratos de patrocínio, com exceção da venda de jogadores, é feita em real.

Sendo assim, enfrentam extrema dificuldade de se manter competitivos no cenário global. Tendo em vista que na cotação atual, o EURO está avaliado em: R$ 5,42.

Vamos aos dados técnicos que exemplificam como essa alta flutuação prejudica o futebol nacional:

O CRF no dia 28/01/2020 contratou o atleta Gabriel Barbosa pela bagatela de €17 milhões, que na cotação do dia equivaleria a: R$78.200.000

Percebe-se que no espaço-tempo menor do que 2 meses o Flamengo fez uma “economia” de quase R$14 milhões de reais. Ou seja, se Gabigol tivesse sido comprado hoje, o clube teria que desembolsar uma quantia milionária a mais, simplesmente pelo fato da flutuação ter sido forte no período. O que pode ainda pode ser prejudicial na janela do meio de ano, caso o clube não se prepare.

O que assusta, é que em um período ridiculamente curto de tempo a moeda tenha variado de maneira tão considerável.

Flutuações tão acintosas reduzem o poder de investimento dos clubes Brasileiros.

Fazendo uma análise do crescimento de receitas do quando comparado ao euro, no período de 2013-2019 temos: 

OBS: Usaremos sempre o câmbio do ultimo dia do ano para análise

O que se tira de conclusão da tabela é que mesmo com notória recuperação financeira, o clube continua sofrendo com a taxa de câmbio que limita seu investimento no mercado internacional.

De 2013 pra cá, o Flamengo aumentou sua receita em 344%, mas quando se analisa o crescimento financeiro na principal moeda do mercado, vemos uma redução drástica para 244%.

Vale lembrar que estamos falando de um dos clubes mais saneados do Brasil. A situação de alguns rivais é calamitosa e investimentos de grande porte se tornam absolutamente inviáveis. Pois representariam grande parte de sua receita, prejudicando assim o seu exercício.

Além de corroer o poder de compra dos clubes, essa taxa dificulta as equipes a segurarem os seus jogadores. Tendo em vista que com valores relativamente pequenos (para a sua receita) clubes europeus conseguem fazer propostas e tirar os principais jogadores dos Brasil.

Desvalorizando as ligas nacionais e gerando um ciclo vicioso, que deve ser quebrado pelas agremiações. Muitas das vezes a única saída para os clubes endividados é a venda desses atletas.

Tendo em vista o que foi desenvolvido, nota-se que uma alta taxa de cambio prejudica o poder de investimento dos clubes.

As agremiações devem se manter atentas a flutuação. O mercado da bola já passa por uma preocupante inflação natural de suas cifras, devido ao acréscimo de receitas dos clubes pelo mundo.

Além de acompanhar a tendência de crescimento financeiro global, o que não acontece, deveríamos adotar políticas financeiras que nos protejam de variações desse tipo. Sabendo escolher momentos vantajosos para fazer os aportes, para que assim, consigamos manter/aumentar nosso poder. Consequentemente melhorar a competitividade brasileira no mercado mundial.

Para quem sabe um dia, podermos figurar no topo do mercado internacional da transação de atletas.

Saudações Rubro Negras!

Redação Rubro Negra.

 

 

Gabriel Aguiar

Minha vaidade é ver o Flamengo ganhar

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