Futebol ProfissionalHistória do Flamengo

Flamengo e suas duas históricas Libertadores: 1981 e 2019

A Libertadores é uma obsessão para os times sul-americanos. E claro que para o Clube de Regatas do Flamengo não é diferente, percebemos isso nos dois campeonatos emblemáticos que o Rubro-Negro conquistou na competição. Além do aspecto da importância do título não só para a instituição, para os jogadores e torcedores, as conquistas de 1981 (considerado um dos melhores times da história) e 2019(Que já é considerado um dos maiores times da história do Flamengo), se destaca pelo ótimo desempenho apresentado, futebol bonito das duas equipes. Vale muito relembrar.

Flamengo e a saga pela Libertadores de 1981

A Copa Libertadores da América de 1981 foi a 22ª edição da competição de futebol realizada todos os anos pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL). E para o Flamengo, ela era especial, e veio se tornar emblemática, por ser a primeira participação do clube na história do campeonato, e já sendo campeão.

Trajetória do título

Na primeira fase da competição o Flamengo estava no Grupo 3, junto com Atlético-MG, Olímpia e Cerro Porteño. Após seis jogos, os dois clubes brasileiros terminaram empatados com oito pontos. Na época, somente uma equipe passava por chave e, de acordo com o regulamento, o desempate seria em um jogo extra, em campo neutro.

E quanto ao local da partida, que seria disputada em campo neutro, o Flamengo sugeriu três estádios: o Castelão, em Fortaleza; a Fonte Nova, em Salvador; e o Serra Dourada, em Goiânia. E também ainda afirmou que aceitaria um sorteio entre Maracanã e Mineirão. Já o Atlético-MG preferia o Morumbi, e também não se importava em jogar no Mineirão. A Confederação Sul-Americana então decidiu pelo Serra Dourada, na época, considerado por muitos o melhor gramado do país.

Tabela da primeira fase da Libertadores de 1981 (Bola [email protected] Área)

Brasil  –  Paraguai
03/07/81Atlético Mineiro2×2Flamengo  Belo Horizonte (BRA)
07/07/81Cerro Porteño0x0Olímpia  Assunção (PAR)
14/07/81Flamengo5×2Cerro Porteño  Rio de Janeiro (BRA)
17/07/81Olímpia0x0Atlético Mineiro  Assunção (PAR)
21/07/81Cerro Porteño0x1Atlético Mineiro  Assunção (PAR)
24/07/81Flamengo1×1Olímpia  Rio de Janeiro (BRA)
28/07/81Atlético Mineiro1×0Olímpia  Belo Horizonte (BRA)
31/07/81Atlético Mineiro2×2Cerro Porteño  Belo Horizonte (BRA)
07/08/81Flamengo2×2Atlético Mineiro  Rio de Janeiro (BRA)
08/08/81Olímpia0x3Cerro Porteño  Assunção (PAR)
11/08/81Cerro Porteño2×4Flamengo  Assunção (PAR)
14/08/81Olímpia0x0Flamengo  Assunção (PAR)
Jogo Extra – Desempate
21/08/81Flamengo0x0Atlético Mineiro  Goiânia (BRA)
* Jogo encerrado aos 35 minutos do 1º tempo após a expulsão de
cinco jogadores do Atlético Mineiro. O Flamengo se classificou.
CLASSIFICAÇÃOPGJVEDGPGCSG
 1º Flamengo (BRA)972501495
 2º Atlético Mineiro (BRA)97250862
 3º Cerro Porteño (PAR)46123912-3
 4º Olímpia (PAR)4604215-4

 

Classificado para a segunda fase o Flamengo se juntou aos times uruguaios, Nacional e Peñarol, ao chileno Cobreloa, ao colombiano Deportivo Cali e ao boliviano Jorge Wilstermann. E tentou um acordo com esses clubes por motivos de proximidade, para evitar uma viagem desgastante e para garantir melhores rendas. Os dirigentes rubro-negros admitiam abertamente que preferiam enfrentar a dupla uruguaia, ainda que estes fossem considerados os rivais mais fortes.

Mas o Cobreloa, reclamou e exigiu um sorteio. Acabou que a bolinha dos chilenos caiu no mesmo grupo das dos uruguaios. E o Flamengo ficou na outra chave com o Deportivo Cali e Jorge Wilstermann. A semifinal foi definida em um triangular. O Flamengo derrotou os bolivianos e colombianos, em casa e fora de casa, e avançou para a decisão embalado.

*Tabela da segunda fase da Libertadores de 1981 (Bola [email protected] Área)

SEGUNDA FASE
Chave  A
Bolívia  –  Brasil  –  Colômbia
02/10/81Deportivo Cáli0x1Flamengo  Cáli (COL)
13/10/81Wilstermann1×2Flamengo  Cochabamba (BOL)
16/10/81Deportivo Cáli1×0Wilstermann  Cáli (COL)
23/10/81Flamengo3×0Deportivo Cáli  Rio de Janeiro (BRA)
27/10/81Wilstermann1×1Deportivo Cáli  Cochabamba (BOL)
30/10/81Flamengo4×1Wilstermann  Rio de Janeiro (BRA)
CLASSIFICAÇÃOPGJVEDGPGCSG
 1º Flamengo (BRA)84400102 8
 2º Deportivo Cáli (COL)3411225-3
 3º Wilstermann (BOL)1401338-5
Chave  B
Chile  –  Uruguai
30/09/81Peñarol1×1Nacional  Montevidéu (URU)
08/10/81Nacional1×2Cobreloa  Montevidéu (URU)
13/10/81Peñarol0x1Cobreloa  Montevidéu (URU)
21/10/81Nacional1×1Peñarol  Montevidéu (URU)
28/10/81Cobreloa4×2Peñarol  Calama (CHI)
04/11/81Cobreloa2×2Nacional  Calama (CHI)
CLASSIFICAÇÃOPGJVEDGPGCSG
 1º Cobreloa (CHI)7431095 4
 2º Nacional (URU)3403156-1
 3º Peñarol (URU)2402247-3
* Em negrito os clubes classificados para a Final *

E a grande final foi com a equipe do Cobreloa, do Chile. No primeiro jogo, diante de mais de 93 mil flamenguistas no Maracanã, o Flamengo fez um ótimo primeiro tempo, com grande partida de Zico, que fez os dois gols da vitória por 2 a 1. O Fla, abriu o placar após assistência de Adílio, um dos melhores da partida, que fez o pivô e deixou o Galinho cara a cara com o goleiro. O segundo saiu aos 30, de pênalti. Merello descontou na etapa final. Nesta partida o Rubro-Negro quase se complica, pois não aproveitou as inúmeras chances que teve na etapa inicial, e acabou sofrendo no segundo tempo de forma desnecessária.

Os chilenos venceram o segundo confronto, em Santiago por 1 a 0, uma partida marcada por muita violência dos jogadores do Cobreloa.: Adílio levou um soco de Mario Soto dentro da área, teve o supercílio aberto e a camisa ensanguentada. O mesmo jogador chileno acertou um golpe em Lico que perfurou a parte superior do olho do meia. Depois, Puebla fez falta em Júnior e pisou no lateral caído.  Com a vitória , forçaram o terceiro jogo em estádio neutro.

A decisão ocorreu no Estádio Centenário, em Montevidéu. O Flamengo da grande final contou com a seguinte escalação: Raul, Nei Dias, Marinho, Mozer, Júnior, Leandro, Andrade, Zico, Tita, Nunes (Anselmo), Adílio.

Time do jogo que deu o título ao Flamengo em 1981 Foto: Arquivo Placar
Time do jogo que deu o título ao Flamengo em 1981 Foto: Arquivo Placar

Zico mais uma vez fez a diferença, marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 e deu ao Flamengo o título inédito da Libertadores. Ele abriu o placar ainda no primeiro tempo. Após bate-rebate na área, a bola caiu nos pés do camisa 10, que virou e mandou para as redes. O segundo veio na etapa final em cobrança de falta, próxima da meia-lua. O goleiro nem se mexeu e viu a bola entrar no ângulo esquerdo. Um ano mágico na história dos flamenguistas.

Confira: https://redacaorubronegra.com/a-galeria-de-idolos-do-flamengo-em-124-anos/

Final da Libertadores

FINAL
1º Jogo
13/11/1981 – Sexta-feira
   FLAMENGO  2×1  COBRELOA   
Local: Maracanã (Rio de Janeiro-BRA);
Público: 93.985; Árbitro: Carlos Espósito (ARG);
Gols: Zico 12′ e Zico 30′ do 1º; Merello 20′ do 2º;
FLAMENGO: Raul, Leandro, Figueiredo, Mozer e Júnior;
Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e
Lico (Baroninho). Técnico: Paulo César Carpegiani.
COBRELOA: Wirth, Rojas, Mário Soto, Tabilo e Escobar;
Alarcón, Jiménez e Merello; Muñoz (Ruben Gómez),
Siviero e Puebla. Técnico: Vicente Cantatore.
2º Jogo
20/11/1981 – Sexta-feira
   COBRELOA  1×0  FLAMENGO   
Local: Estádio Nacional (Santiago-CHI); Público: 61.721;
Árbitro: Ramón Barreto (URU); Gol: Merello 34′ do 2º;
COBRELOA: Wirth, Jiménez, Mário Soto, Tabilo e Escobar;
Alarcón, Ruben Gómez (Muñoz) e Merello; Puebla,
Siviero e Olivera. Técnico: Vicente Cantatore.
FLAMENGO: Raul, Leandro, Figueiredo, Mozer e Júnior;
Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes (Nei Dias) e
Lico (Baroninho). Técnico: Paulo César Carpegiani.
3º Jogo
23/11/1981 – Segunda-feira
   FLAMENGO  2×0  COBRELOA   
Local: Centenário (Montevidéu-URU); Público: 30.200;
Árbitro: Cerullo (URU); Gols: Zico 18′ do 1º; Zico 34′ do 2º;
Expulsões: Andrade, Anselmo, Alarcón, Jiménez e Mário Soto.
FLAMENGO: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior;
Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes (Anselmo) e
Nei Dias. Técnico: Paulo César Carpegiani.
COBRELOA: Wirth, Páez (Muñoz), Mário Soto, Tabilo e
Escobar; Alarcón, Jiménez e Merello; Olivera,
Siviero e Puebla. Técnico: Vicente Cantatore.
.

Curiosidades

*O Flamengo de 1981 jogou com 8 atletas formados em suas Categorias de Base, geração vencedora que marcou época, conquistando tudo que foi possível. Era um tempo em que o clube mantinha sua filosofia e lema, bem definidos: “CRAQUE, O FLAMENGO FAZ EM CASA”.

*Zico acabou como Melhor Jogador e Artilheiro da Competição, com 11 Gols.

Zico com a taça da Libertadores de 1981 Foto: Zico na Rede
Zico com a taça da Libertadores de 1981 Foto: Zico na Rede

 

*A conquista da Libertadores também serviu para coroar talvez o ano mais importante da história do clube. O Flamengo, em 21 dias, conquistou o título do Carioca, ao superar o Vasco; da Libertadores e, em seguida, do Mundial, ao bater o Liverpool.

Depois de 38 anos: A épica Libertadores de 2019

A Copa Libertadores da América de 2019 foi a 60ª edição da competição de futebol realizada todos os anos pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL). E como em 81, a Liberta foi muito especial para o Flamengo, no ano de 2019. Era a quebra de um enorme jejum, que já durava 38 anos e um resgate de um respeito com a história rubro-negra, já que o clube colecionava decepções e alguns vexames no torneio sul-americano.

Trajetória

Foram 12 jogos, seis vitórias, três empates e três derrotas. Olhando os números, parece que foi uma campanha tranquila para o clube rubro-negro. Mas o que se viu na realidade, foi um título com a cara do Flamengo: Na RAÇA e TRADIÇÃO. Na fase de grupos, o que começou com uma campanha encaminhada, se tornou mais um drama, no último jogo da chave, contra o Peñarol, no Uruguai, em que o Flamengo perdeu uma chuva de gols, dando susto em seu torcedor, mas acabou passando para as oitavas. O técnico durante toda essa fase era Abel Braga, que já estava tendo uma relação bem desgastada com a torcida.

Com resultados ruins em outras competições e principalmente com o desempenho abaixo das expectativas do time do Flamengo, Abel acabou pedindo demissão. E a mudança da equipe carioca teve um início inusitado, a contratação de Jorge Jesus, um português de muito sucesso em seu país e respeitado na europa, mas que vinha de um trabalho na Arábia Saudita, e sem muito conhecimento aqui no Brasil.

Logo em sua estreia na Libertadores, contra o Emelec, no Equador, pelas oitavas de final, Jorge Jesus não conseguiu evitar a derrota por 2×0, era mais um drama que o os torcedores rubro-negros viviam. Mas com o super apoio da torcida, que acreditou até o fim, e com a luta e a entrega dos jogadores, o Flamengo venceu por 2×0 a equipe equatoriana e foi para a decisão nos pênaltis. Venceu, e acabou se classificando para as quartas de final, algo que não acontecia desde 2010, quando foi eliminado para a Universidad de Chile.

Já nas quartas de final, com confiança e um desempenho que impressionava a todos, muito mérito de Jorge Jesus, o Flamengo tinha pelo caminho o Internacional. No Maracanã, pelo jogo de ida, Bruno Henrique, com exibição de gala, marcou os dois no segundo tempo para abrir a vantagem. Em Porto Alegre, o Fla voltou a jogar melhor e se impôs. O Inter até saiu na frente, mas Gabigol garantiu a classificação para as semifinais depois de 35 anos. Mais um capítulo da história estava sendo escrito.

E na semifinal, mais um time gaúcho pela frente, no caso era o Grêmio de Renato Gaúcho, considerado um dos melhores times do Brasil, a promessa era de um confronto épico e bem disputado. Mas o que se viu foi um massacre do Flamengo nos dois jogos, a começar no empate por 1×1, em Porto Alegre, em que o rubro-negro foi superior, mas não conseguiu transformar isso em vitória. Bruno Henrique abriu o placar e Pepê empatou.

No jogo de volta, em um Maracanã lotado e ensurdecedor, teve um chocolate e uma aula de futebol do time do Mister. Foi uma das maiores atuações da história da equipe carioca no templo sagrado do futebol. O resultado foi 5×0, fora o baile, como se diz na linguagem do futebol. E em uma noite mágica, o Clube de Regatas do Flamengo, voltava a disputar uma final de Libertadores após 38 anos. O adversário seria o River Plate, clube de grande tradição na América do Sul.

Final Histórica

A grande final reservou grandes emoções antes mesmo de iniciar o jogo. Primeiro pela mudança inesperada do local da final, que seria no Chile, mas por motivos de grandes manifestações políticas no local, a partida foi modificada, para o Peru, no Estádio Monumental de Lima. E era a primeira decisão da Libertadores, com jogo único, ou seja, a emoção se torna bem maior.

E a palavra “emoção” define bem o que foi a grande final entre Flamengo e River Plate. Um jogo em que o Flamengo não conseguia desempenhar seu futebol, muito pela eficiente marcação dos argentinos, que claramente estudaram a forma da equipe rubro-negra de jogar, e por ser uma equipe experiente na competição. O River dominou uma grande parte do 1T e foi para o intervalo com 1×0 no placar.

No segundo tempo, o Flamengo voltou bem melhor e começou a assustar os argentinos. O time rubro-negro tentava e lutava muito para chegar ao gol de empate, mas o tempo passava e nada de balançar as redes. E em um determinado momento da partida, Gerson se machucou e deu lugar a Diego, que entrou bem e injetou mais um gás na equipe. O River mesmo recuado mostrava que não estava morto, em uma jogada Palacios quase fez o segundo..

E quando tudo parecia perdido, e que os jogadores não tinha mais de onde tirar forças, Gabigol, que fazia um jogo muito abaixo do seu futebol, apareceu na área para fazer o gol de empate, após grande jogada de Bruno Henrique e o passe na raça de Arrascaeta. O gol colocou o Flamengo de volta na partida, mas o que muitos não esperavam aconteceu. Depois de um lançamento do Diego, do campo de defesa, o camisa 9 do Flamengo, ganhou na disputa com o zagueiro argentino Pinola, e marcou o gol do título, aos 46 minutos. Era o Flamengo conquistando a América após 38 anos, com um toque europeu

Confira os Gols da Final entre Flamengo e River Plate

Curiosidades

* Assim como Zico em 1981, quando fez os dois gols da vitória por 2 a 0 na final contra o Cobreloa em Montevidéu, no Uruguai, Gabigol foi o herói em 2019 ao construir a virada por 2 a 1 nos minutos finais. O atual camisa 9 do Flamengo, terminou como artilheiro da Libertadores, com nove gols e foi eleito o  “Rei da América” de 2019.

Gabigol com a taça da Libertadores de 2019 Foto: EFE/German Falcon
Gabigol com a taça da Libertadores de 2019 Foto: EFE/German Falcon

* A Conmebol elegeu Bruno Henrique como o craque da América do Sul. O atacante fez cinco gols no torneio em 2019.

* Campeão internacional pela primeira vez, Jorge Jesus se tornou o segundo europeu a conquistar a Libertadores da América como treinador. O primeiro foi o croata Mirko Jozić, que faturou o título pelo Colo-Colo, do Chile, em 1991.

1981 e 2019

Duas conquistas emblemáticas, dois times históricos e vitoriosos, os dois venceram no dia 23 de novembro, os dois pararam as ruas do RJ nas comemorações dos títulos, os dois quebraram recordes e jejuns, são tantas coisas em comum. Mas uma de grande importância foi que os dois melhores times da história do Flamengo deram uma alegria imensurável para todos os torcedores rubro-negros. Ficaram marcados na história.

Continuamos a nossa série histórica sobre o Flamengo, saiba mais sobre a Fundação, as cores, os símbolosos mascotes, os uniformes, os presidentes, e muito mais!

 

 

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Luhan Alves

Sou um estudante de jornalismo, apaixonado por futebol e informação. Twitter: @luhansalves Instagram: @luhansalves

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2 Comentários

  1. Parabéns pela matéria, ficou muito boa. Mas só uma pequena correção : O Cruzeiro foi campeão em 1976 e no texto diz que desde o Santos de Pelé até 81 nenhum brasileiro havia ganhado. 👍

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