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Flamengo até morrer: a única ideologia do Mais Querido

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Uma vez Flamengo…Flamengo até morrer!

As redes sociais se transformaram em um fenômeno eleitoral gigantesco no Brasil. A gênese, na campanha do primeiro mandato de Barack Obama, que lançou uma estratégia de pedir contribuições financeiras de seus eleitores, era, de certa forma, pacífica e inovadora.

No Brasil, em 2018, as principais redes foram usadas para uma espécie de terceira guerra mundial, versão tupiniquim. E continua, mas, agora, direcionada ao maior clube do país, centro de todo tipo de debate, inclusive, os polêmicos. Há movimentos de esquerda e direita guerreando por espaços virtuais, portanto, de quem tem maior poder argumentativo. Pior, não respeitando o contexto de ideias de ambos os lados, não generalizando.

A questão não é cercear a democracia, tampouco, desmerecer opiniões sobre o futuro do Flamengo. Entretanto, hoje, principalmente após a tragédia que ocorreu no Ninho do Urubu, não podemos nos deixar levar por um conflito maniqueísta de ideologias.

O fanatismo é um dos piores cânceres da humanidade, é a cegueira social. Flamenguistas, fabricar o marketing digital da insensatez serve para campanhas eleitorais, portanto, para fragilizar adversários políticos. O Flamengo é uma instituição que é eterna, assim como o Brasil, não apenas um abrigo de ambições políticas. Naturalmente, tudo é política, o debate deve sim prevalecer de forma recorrente. Porém, a nobreza de ideias deve ser sempre mantida em foco.

Ninguém tem moral de desbotar o sangue puro rubro-negro que corre em suas veias com desrespeito a qualquer outro movimento. Defendam genuína e pacificamente seus desejos irrefreáveis de ver um Flamengo melhor ainda. Expurguem de seus perfis a intolerância que não acrescentará nem ao seu intelecto, tampouco à construção de diálogo empírico ou até científico sobre a instituição.

Inspirem-se em nosso ídolo maior Zico que, dos feitos conquistados com sua inteligência futebolística, até hoje tem o poder de transformar sentimentos negativos em demonstrações altivas de união. Atitudes mudam mais do que palavras, faladas ou escritas.

O Flamengo é democracia sim, tanto nos meios virtuais, quanto, absolutamente, na realidade. Mas, uma democracia que agrega, de união. Não uma Nação de 40 milhões que pretendem separar, através desse marketing de guerrilha, por meia dúzia de figuras patéticas que se escondem atrás de suas fortalezas chamadas smartphones.

Flamengo até morrer!

Por Raul Mareco.

Raul Mareco é graduado em Comunicação há 14 anos e especialista em Comunicação Política. Futuro Mestre, é adepto do Jornalismo Gonzo, articulista, produtor cultural e ghost writer. Um amazônida rubro-negro que bebe palavras e se embriaga no surreal da escrita. Fã dos Lakers. Inspiração para escrever? Cerveja, rock, jazz e blues. Instagram: raulmareco e Twitter: raulmareco