Infelizmente, ainda precisa ficar claro, que o Flamengo é sim Festa na Favela! Assim como é festa em todo o lugar do mundo com seus mais de 42 milhões de torcedores.

O Flamengo é do povo, o mais querido, o mais amado, aquele que consegue integrar todas as camadas da sociedade, de todas as raças, credos e religiões. O Flamengo é condomínio, é favela, é asfalto, é negro, branco, pardo, é cristão, ateu, espírita, é direita, esquerda, é rubro, é negro.

As raízes do Flamengo mostram um clube democrático, que nos becos e vielas faz ecoar o grito entalado e que muitas das vezes reflete o único momento de alegria de uma semana doída, sombria e difícil.

Dos pés descalços faz sair o rastro que mostra a corrida até a janela, o mirante, ou até a casa do vizinho para dizer que hoje tem Flamengo, para gritar gol, para cantar: Favela, Festa na favela!

De um clube democrático que reúne o engravatado e o favelado, o negro da zona sul e a loirinha da favela, o rico do interior e o pobre da capital, aonde os estereótipos se perdem, e se faz uma única, incrível e inigualável torcida, que diferente de todas é conhecida como nação, por sua imponência, potência e principalmente: pluralidade!

Talvez tenha que ficar claro para todos que o Flamengo é sim de todos, mas sua história sempre deverá ser respeitada, pois ela conta muito sobre tudo o que somos hoje. A torcida do Flamengo não se tornou Patrimônio histórico e cultural à toa, tornou-se por ser a melhor e maior torcida do mundo.

Desde 2003 surgiu o Festa na favela…

Lá em 2003 surgiu o hit, e desde então o Maracanã começou a entoar esse cântico, respondendo às torcidas adversárias que pediam “silêncio na favela”. A torcida mostrava que silencio, aqui, é só quando queremos, que as arquibancadas rubro-negras são uma explosão de alegria, e em campo se confirmavam através dos títulos conquistados endossado o grito de Festa na favela.

Desde então esse grito ecoa no Maracanã toda a vez que a Nação rubro-negra se faz presente. Nos embalou nos brasileiros de 2007, de 2008 e entrou no sangue do torcedor rubro-negro.

Em 2009 o “Festa na favela” embalou o título do Campeonato carioca e do hexa brasileiro, mostrando que aqui nós somos sim favela!

Que fique claro e que esse grito nos embale rumo aos títulos! Favela, Festa na favela!

Isso aqui é favela!

Jerônimo Simeão Júnior

#ColunaDoJJ

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