Em busca da América, versão 2019.

Em busca da América, versão 2019.

Os números do Flamengo

Desde 1981, o Flamengo segue sua trajetória em busca da América para conquistar novamente o titulo da Libertadores

Estamos em nossa 15ª participação, e contra o San José na última 5ª feira (10/4), foi a nossa 119ª apresentação na competição, totalizando os seguintes números abaixo:

63 vitórias, 32 derrotas, 24 empates, 220 gols a favor e 140 contra.

O Flamengo é 5º no ranking dentre os brasileiros com maior número de participações. Estamos atrás do Grêmio, São Paulo e Palmeiras com 19 participações, além do Cruzeiro com 17.

Fomos eliminados em 5 oportunidades na 1ª fase, e as nossas melhores colocações se deram nos anos 80, mais precisamente em 1982 e 1984, quando chegamos às fases semifinais.

Em suma, o Flamengo não pode se orgulhar de estar na 30ª posição de clubes, segundo o ranking da Conmebol.

“Libertadores da América, é diferente.”

Mas porque o Flamengo encontra tanta dificuldade? Existe uma tese de que quanto maior for à sua frequência, maior será sua taxa de sucesso. Isto parece ser meio obvio, mas só que pode não ser uma verdade absoluta.

Se tirarmos como exemplo o Cerro Porteño, estamos falando de um grande clube do Paraguai que também segue na sua ‘busca da América’, e que apesar de possuir 38 participações, nunca foi campeão, enquanto o seu rival, o Olímpia, tem 39 participações com três títulos continentais.

Apesar de campeão em sua 1ª vez, e ter participado outras duas vezes nas fases semifinais, anos posteriores mostraram que o Flamengo nunca se consolidou de fato como um postulante tradicional no cenário Sul Americano ao título da competição.

Muito pelo contrário. Nas ultimas edições foram vários vexames, evidenciados pela tal falta de ‘espírito da Libertadores’, por não ser um ‘time copeiro’, por ter pouca força política nos bastidores da Conmebol, pela falta de futebol, falta de foco, etc, etc.

Eventos mais recentes como em jogos contra América do México, Lion, Universidade Católica e San Lorenzo foram exemplos clássicos de apresentações bisonhas do Flamengo.

Nossos sonhos não passaram da fase de grupos. Éramos apontados por muitos entre os favoritos, pelo menos para avançar de fase. E aí que talvez se resida o nosso maior erro.

Há algum tempo, salvo o Grêmio em 2017, nos enganamos com os nossos times. Acreditamos que as conquistas internas são suficientes para os embates contra os outros times do Continente.

No entanto, a realidade se mostra diferente. Fazemos jogos duros e difíceis contra equipes de 2ª linha, nos apoiando naquilo que virou lenda: “Libertadores é diferente”.

E o que falta, então?

Acima de tudo, o fato é que o futebol hoje praticado no Brasil, tem sido muito pobre em todo o seu contexto geral.

No caso do Flamengo, fica sempre a sensação de que perdemos mais para nós mesmos, do que pelo jogo imposto pelo adversário.

Enfrentamos times minimamente mais organizados taticamente, seja em partidas realizadas no Maracanã ou mesmo em territórios ‘hermanos’.

Todavia, nossas esperanças em 2019 não são diferentes dos anos anteriores, porque acreditamos que desta vez este elenco mais qualificado de jogadores, como Arrascaeta, Bruno Henrique e Gabigol possam nos levar mais longe, e quem sabe disputar novamente o titulo.

Especialistas dizem que a chave para se ganhar esta competição, é que além de jogar bola, é preciso entender como ela é. Ter uma leitura mais inteligente dos adversários, aliado a uma estratégia bem definida para cada partida, parece ser um conceito básico do “Manual Libertadores”.

Habitualmente, tenho colecionado os copos das ultimas edições da Libertadores vendidos  no Maracanã, com a inscrição “Em busca da América”. No entanto, acho que está na hora de viramos esta página, ou melhor, a gravura do copo, estampando no ano seguinte o titulo da conquista da América de 2019.

Redação Rubro Negra

Redação Rubro Negra

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *