Diego Costa: a referência de Jorge Jesus

Diego Costa: a referência de Jorge Jesus

O homem de referência

O técnico português Jorge Jesus já está trabalhando há pouco menos de uma semana no Ninho do Urubu. O novo treinador do Mengão aproveita a pausa durante a Copa América para poder conhecer o elenco, identificar e avaliar em quais posições há carência no elenco.

O “mister”, como ele gosta de ser chamado, acredita que há necessidades de melhores jogadores nas laterais – Rafinha já chegou para suprir 50% desta demanda – no meio de campo e no ataque. Como a situação financeira do clube é boa, mas ainda não somos um Real Madrid, é provável ser difícil o clube contratar jogadores para todas essas posições. O técnico já avaliou que é urgência que o Fla necessita de mais um atacante como principal necessidade para o segundo semestre. Nos trabalhos recentes de Jorge Jesus, sempre foi nítido o seu gosto por trabalhar com um 9 de referência (Deu ruim, Gabigol) ou como chamam em Portugal, o “ponta de lança”. Aí, entra a opinião deste que vos escreve sobre um jogador que cairia bem nessa posição: Diego Costa.

Diego Costa: De Madri para o Rio ?

O atacante, nascido em Lagarto – SE, naturalizado espanhol, já demonstrou algumas vezes o seu carinho pelo Flamengo, inclusive já teve uma foto sua circulando na internet dormindo em um voo com o Manto Sagrado. O jogador tem contrato até junho de 2021 com o Atlético de Madrid e tem valor de mercado avaliado em 25 milhões de euros. Mas, o clube de Madri já avisou que ele não faz parte dos planos de Diego Simeone pra próxima temporada e os Colchoneros já avisaram que estão abertos a propostas. Inclusive, não acho nenhum absurdo que se consiga esta contratação a custo zero. Explico.

Diego Costa é um jogador já rodado na Europa, com uma carreira consolidada, que já tem seu “pé de meia” feito. Já o Atlético não o vê mais como uma prioridade para a temporada que começará em agosto. Portanto, uma transferência para o futebol brasileiro seria uma chance de mais um jogador “europeu” é reconhecido no mundo de sacramentar sua carreira no maior clube do Brasil e brigar por títulos à altura obviamente ser mais um ídolo de uma Nação de 40 milhões. 

DNA Rubro-Negro ?

Costa também tem o que eu gosto de chamar de “DNA Rubro-Negro”: raça e disposição. É aquele jogador que usa a catimba quando necessário e o mais importante: é decisivo e artilheiro, principalmente nos jogos grandes, chamando a responsabilidade para si. Não foram poucos os dérbis com o Real em que Diego teve desavenças com seu amigo, Sergio Ramos, e outros jogadores do merengues. Ganhou, perdeu, mas em pouquíssimos ele passou despercebido, em vários deles se fez presente com gols e assistências. 

 Além do DNA e da garra, o jogador nordestino tem bons números na carreira. Focando apenas nos dois maiores clubes que ele jogou na carreira, pelo Atlético de Madrid foram 178 jogos com 76 gols e 31 assistências. Já, pelo Chelsea, foram 120 jogos com 58 gols e 24 assistências. Já foi campeão da Premier League, do Espanhol e da Europa League. É o atleta acostumado a enfrentar grandes jogadores, a disputar campeonatos muito competitivos. Pelo menos “tremer na base” vai ser algo bem difícil de acontecer. 

 Volta por cima no Flamengo ?

O atacante hispano-brasileiro vem de uma reta final de temporada onde jogou pouco, primeiro por uma lesão muscular pequena, seguido de uma operação no pé. E, depois, por conta de uma suspensão de 8 jogos por insultar o arbitro numa derrota para o Barcelona. Para recuperar a sua moral, nada que uma boa dose de carinho e incentivo da Nação Rubro-Negra e alguns gols em um Maracanã lotado. Por esse tempo parado, Diego Costa poderia jogar bem e com frequência no segundo semestre que se avizinha, pois, ao contrário de Rafinha, por exemplo, ele não vem de um final de temporada desgastante, já que estava “descansando”. É caso de chegar, vestir a camisa e jogar. 

 

 

Diante de tudo que foi dito acima, creio que Diego Costa seja o nome ideal (sem sonhos impossíveis, claro) para fazer a função que o nosso treinador tanto deseja. Seja como parceiro de ataque de Gabriel Barbosa ou jogando sozinho num esquema com um atacante só, por exemplo. Como fez com Óscar Cardozo e Jonas no Benfica, Slimani e Bas Dost no Sporting, Jorge Jesus desejaria um Diego como o nosso “Umbabarauma”, o homem gol, o cara que vai decidir os jogos, o jogador que aos 45 do segundo tempo poderá ser uma referência em campo. Provavelmente, o “mister” não avalia Gabigol com esses atributos, mas isso é assunto pra um outro texto. 

E vocês o que acham? Diego Costa é o nome ideal pra ser o nosso 9? Preferem outro jogador? Deixem seus comentários aqui e vamos debater. 

 

Gabriel Fareli  (@gfareli)

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Gabriel Fareli

Pai do Enzo. Rubro-Negro. Estudante de Jornalismo (3/8). Apaixonado por Samba/Pagode.

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