Copa Mercosul 20 anos

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Após abordar a primeira fase e depois conhecer sobre o confronto das quartas de final. Nesse terceiro capítulo vamos relembrar o confronto semifinal contra o Peñarol-URU, e um pouco do clima político do clube que influenciava dentro de campo nessa reta final de temporada 1999.

Um clube em crise

O Flamengo estava na semifinal da Copa Mercosul e havia acabado sua participação no campeonato brasileiro daquele ano. No entanto foi uma campanha decepcionante, terminou em 12º lugar e fora da fase decisiva da competição. Além disso, uma derrota na última rodada contra um dos piores clubes naquele ano traria ainda mais problemas ao Flamengo. Se dentro de campo a derrota de 3×1 contra o Juventude tirou do Flamengo qualquer chance de classificação à fase final do Brasileiro, um ato de indisciplina de seu melhor jogador, contribuiu ainda mais para o já conturbado ambiente político. Romário, autor do gol na derrota, além do gol também levou um cartão vermelho nesse jogo que por fim acabou sendo sua última partida pelo Flamengo. Em outras palavras, o fim de um ciclo de forma melancólica.
Intitulado como “o fim da era Romário”, essa última viagem do Flamengo ao Rio Grande do Sul naquele fim de campeonato, trouxe além da derrota, algumas rusgas entre o jogador e o presidente do Flamengo Edmundo Santos Silva. Apontado como organizador de uma noitada em Caxias do Sul-RS após a partida, Romário foi afastado do elenco. Além disso seu contrato estava no fim, e apesar de declarar seu carinho pela torcida do Flamengo, após algumas reuniões decidiu deixar o Flamengo e fechar com o Vasco.

Primeira partida semifinal

Finalmente chegou o dia da primeira partida da semifinal, realizada no Maracanã. No entanto com o momento conturbado que vivia o Flamengo, um sinal da desconfiança do torcedor, foi que menos de 7 mil estiveram no estádio naquele dia decisivo.
Aos que estiveram, o Flamengo mostrou uma boa partida, uma vitória e um placar expressivo, dando um passo importante na classificação já no primeiro jogo. Jogando com um jogador a mais desde os 22 minutos por conta da expulsão de De Souza, o Flamengo abriu o placar com um gol de pênalti convertido por Leandro Machado aos 30 minutos do primeiro tempo.
O segundo gol saiu ainda no primeiro tempo, Maurinho, muitas vezes criticado pela torcida durante a temporada, foi pra torcida comemorar. No segundo tempo, entraram Caio e Lê, e ambos participaram do terceiro gol, um com assistência no meio da zaga e o outro com um bela finalização que tirou qualquer chance de defesa do goleiro uruguaio. Ao final do jogo, além da festa, os rubro-negros nas arquibancadas também soltavam palavrões contra Romário. 

Segundo partida semifinal

O jogo de volta entre Flamengo e Peñarol, no Estádio Centenário, aconteceu duas semanas depois da vitória rubro-negra no Maracanã. Cauteloso, Carlinhos preferiu rechear o seu meio-campo, visando a vantagem de poder perder por até dois gols de diferença. Ainda assim, os carboneros saíram em vantagem nos acréscimos do primeiro tempo, em bela cobrança de falta do ídolo Bengoechea.
O empate aconteceu no segundo tempo, em pênalti sobre Reinaldo que Athirson converteu. E o atacante da base provaria mesmo a sua estrela naquela noite, num chute de longe, Reinaldo virou a contagem, anotando seu primeiro tento como profissional. O Peñarol ainda retomaria a dianteira nos 10 minutos finais, com García e Bengoechea, mas a vitória por 3 a 2 se provou insuficiente.
Então, ao apito final, a cena que marcou aquela semifinal: sem aceitar a eliminação, os aurinegros partiram para a agressão e uma batalha campal tomou conta do Centenário. Os jogadores do Fla precisaram se refugiar nos vestiários. Com muito brio, estariam na final.

Saudações Rubro-Negras

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