Como surgiu a “Calçada da Fama” formada por torcedores?

A origem da criatividade que hoje é a marca central da Nação Rubro-Negra.

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“Calçada da Fama” é o melhor termo para ligar os torcedores à festa rubro-negra. Com criatividade e inovação, essa é a torcida do Flamengo. Em meio aos baixos e altos momentos do nosso clube, existem peças essenciais que não deixamos de ver nas partidas do Mais Querido. Pessoas que usam a criatividade para estar em uma só sintonia em meio aos milhões de vozes que ecoam pelo Brasil e pelo mundo. 

Com a boa fase, temos visto o quanto da nossa torcida está empenhada a dar mais vida e apoio ao time do Flamengo, seja ele em campo ou não. A ampla variedade de torcedores faz com que indivíduos desconhecidos se tornem protagonistas em meio aos holofotes que estão cada vez mais direcionados ao Rei do Rio. 

A “Calçada da Fama” é reconhecida não só por nós, torcedores assíduos pelo futebol do Flamengo, mas, sobretudo, por nossos adversários. Quem não conhece aquele Anjinho que todo jogo, absolutamente, todo jogo, aparece nas transmissões das partidas?

Além dele, contamos agora com um time escalado, tem Jorge Jesus, Gabigol, Bruno Henrique, Lucas Paquetá, Diego Ribas, Arão e até Muralha, goleiro que está emprestado ao Coritiba, time que foi rebaixado para a série B em 2017.

Chega a ser impressionante algumas semelhanças encontradas nos sósias do Time. Foto: Daniel Castelo Branco

Neste ritmo, o “executamos os caras”, frase emblemática do meia Gerson, que surgiu o personagem Coringa em nossa arquibancada. 

De máscara, nosso Coringa chegou para colocar medo nos nossos futuros adversários. Foto: Alexandre Vidal, Marcelo Cortes & Paula Reis/Flamengo

Sósias que estão surgindo de forma gradativa nas arquibancadas dos jogos do Flamengo e que, sem querer, já acabaram até em matéria de jornal internacional. Isso mesmo, o sósia de Gabigol, Jeferson Sales, foi encontrado no caderno de esportes do jornal português “Correio da Manhã”. A gafe ocorreu após o veículo noticiar uma possível proposta do Flamengo para adquirir de forma definitiva o jogador Gabigol. 

A fama de Jeferson ultrapassou os mares até chegar na capa do jornal português. Foto: Paraíba Já

Jeferson tem 34 anos e mora no bairro de Paciência, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Trabalha como técnico de produção em uma multinacional de bebidas. A fama começou na fase de grupos da Libertadores, após a partida contra o San José. Ainda no Maracanã, deu sua primeira entrevista para uma emissora de televisão. 

Hoje, o “Gabigol da Torcida” já fechou uma parceria com uma empresa a fim de acompanhar todos os jogos do Mengão. 

De cabelo pintado e falha na sobrancelha, o “Gabigol da Torcida” já é um símbolo para a Nação. Foto: Reprodução/Instagram

O rubro-negro já passou por várias histórias. Em uma delas o “Gabigol da Torcida” foi confundido por um ambulante. “Abri o vidro do carro para atender um ambulante e ele começou a gritar dizendo que eu era o Gabigol e que tinham que deixar eu passar para não chegar atrasado ao jogo. Com isso, um agente segurou o trânsito para que eu pudesse passar e eu não tive nem tempo de dizer que não era o Gabigol”, afirma Jeferson em entrevista ao portal IG. 

Já o “Mister do Maraca” ganhou sua fama antes do jogo contra o Internacional, no dia 25 de setembro, no Maracanã. O inusitado Jorge Jesus, no mesmo momento em que deu entrevista, lotou as redes sociais de comentários. 

É claro que, antes mesmo desses novos rostos ganharem espaço na torcida do Mais Querido, não podemos esquecer dos tradicionais torcedores que, há anos, ocupam as cadeiras do Maracanã. 

O Valderrama da Nação é uma lenda em nossa torcida. Roberto Carlos mora em São Gonçalo e sempre aparece com sua cabeleira, característica intrínseca à sua imagem e que já dura 24 anos. O “Zezé” afirma que sua esposa até curte sua fama. Ele é pai de duas filhas e avô de cinco netas.

Quem é um fanático ou uma fanática do Mais Querido, de longe reconhece essa cabeleira. Foto: Alex Carvalho

Tem também o Santa Cruz, sempre com seu chapeuzinho, radinho e a bandeira rubro-negra. O torcedor esbanja sorriso até mesmo quando o time joga mal. Em dezembro do ano passado, após a Nação tomar ciência do desemprego de Santa Cruz, rubro-negros e rubro-negras fizeram uma campanha nas redes sociais que gerou um bom resultado. 

De chapeuzinho e sorriso no rosto, Santa Cruz não pode faltar nas partidas do Mengão. Foto: O Extra

E foi a partir de janeiro deste ano que o torcedor iniciou seu novo trabalho onde muitos sonham em atuar: na Gávea, sede do Mengão. Santa Cruz foi contratado para ser auxiliar de serviços gerais no Espaço Rubro-Negro, loja oficial. 

Nosso anjinho não poderia de forma alguma ficar de fora dessa coluna. Sua presença cativa aconteceu de maneira inusitada. Marcelo Nuba conta que, no Carnaval de 2002, foi fantasiado de anjo para o bloco do Cordão do Bola Preta, no Rio de Janeiro. Após a folia, tinha um clássico contra o Fluminense e sem trocar de roupa foi direto para o jogo. Pé quente, o Mais Querido venceu, e, desde então, Marcelo virou o Anjinho do Flamengo. 

Sempre em oração, Marcelo é visto no Rio, Minas e até mesmo fora do país para acompanhar o Mengão. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Por último, Seu Expedito, jamais esquecido pelo torcedor e torcedora “raiz” da Nação. Expedito Adão se tornou símbolo de resistência nas arenas do futebol nacional. Em meio a uma partida na Ilha do Urubu, Expedito foi fotografado o que o levou a se tornar um dos símbolos da nossa torcida. 

Seu Expedito, mesmo sozinho estava sempre concentrado no jogo e em torcer pelo Mais Querido. Foto: Reprodução/Twitter

“Na hora que o pessoal começou a me mostrar o meu retrato me deu vontade de chorar”, afirmou em entrevista ao site Coluna do Fla. Em setembro deste ano, Seu Expedito faleceu. Em sua homenagem, o time fez um minuto de silêncio antes da partida começar.

Temos sim, uma ótima fase pelo time, mas nem só de fama nosso torcedores se tornam símbolo. Em meio a uma exemplar união, encontramos caminhos para a solidariedade e para o reconhecimento de que somos mais fortes juntos. 

Sabemos brincar, celebrar, sorrir. Mas, também, sabemos estender a mão e priorizar a grande história que torcedores consagrados guardam em relação aos grandes jogos do Flamengo.

E o que dizer dessa torcida? Juntos somos o rádio que o Santa Cruz não deixa de esquecer para levar ao Maracanã, somos as bênçãos intermináveis que recebemos do nosso Anjinho. E, é claro, se um dia nosso time não der conta, temos uma equipe que até mesmo Lucas Paquetá atuará de forma brilhante à frente do Mengão. 

A formação vem desde a nova e inédita “Calçada da Fama Rubro-Negra”, até aos mais antigos e tradicionais jogos do Mais Querido.

https://twitter.com/nandajorn

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