Futebol Profissional

As provocações incrementam o espetáculo

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Cheirinho de Hegemonia Rubro Negra!

As provocações fazem parte do futebol, isso é fato. Brincadeiras sadias tornam o esporte um palco do espetáculo em que seus protagonistas são os jogadores, e a plateia os torcedores.

Assim, em meio as diversas provocações por parte dos atletas nacionais, aquelas acompanhadas de intensa rivalidade tornam a conquista de uma vitória mais saborosa. É claro que de forma positiva, os jogadores mantém de maneira excitante uma característica que faz parte do futebol raiz altamente disputado.

Portanto, até que ponto as provocações são ou não necessárias diante das rivalidades presentes no esporte? Existe um limite explícito para se evitar brincadeiras maldosas e desonestas dentro e fora de campo? Sim, existe, porém fazer com que a singularidade do futebol seja perdida não é uma opção.

“Vocês querem que eu não comemore um gol agora?”, Gabigol

Um exemplo recente e relevante ocorreu após a partida do Flamengo contra o Palmeiras, no último domingo (01), no Allianz Parque. Isso porque, já na zona mista, Gabigol foi questionado se poderia ter evitado a comemoração do gol em frente a torcida organizada, Mancha Verde, do Porco, ou se foi até mesmo uma provocação.

Nosso camisa 9 rebateu de forma direta, além de não estar ciente de que cadeiras foram arremessadas em direção aos jogadores rubro-negros durante o festejo.

“Não vi (cadeiras sendo arremessadas), mas acho que os errados são eles de tacar cadeira, não eu de fazer gol. Eu tenho de comemorar o gol. É o melhor momento do futebol e não vou deixar de comemorar. Onde eu fizer gol, vou comemorar”, afirmou Gabigol.

Logo, pela análise do atacante, não é errado você investir em um momento único do futebol. Equivocada realmente foi a atitude dos torcedores adversários em investir na violência, o que torna a ocasião inconciliável para ambas as equipes.

Desde já, com o Mais Querido as provocações não passam desapercebidas. Somos formados por grandes disputas e consequentemente, por adversários que rebatem, ou pelo mesmo tentam, a mesma altura. Por isso, separei alguns momentos em que o Flamengo deu luz ao que mais precisamos neste fim de temporada, provocações sadias.

Romário e seus eternizados insultos

Que o baixinho não é fácil, todos nós já sabemos, mas ouvir ele provocar a torcida do Vasco é música para os ouvidos de muitos rubro-negros e rubro-negras.

Tudo começou em 1995, quando o ex-futebolista insultou a torcida cruzmaltina em sua primeira aparição vestindo o manto sagrado.

“O que eu posso falar para torcida do Vasco, é que quando tiver um Vasco e Flamengo, leva lenço para o Maracanã porque vão chorar muito”, afirmou o baixinho em entrevista coletiva a frente do Mais Querido.

Porém, as iniciais palavras foram apenas o começo do que estava por vir. Isso porque o Gênio da Grande Área, já mandou até a torcida vascaína ficar calada após seu gol na vitória de 1 a 0, pelo Flamengo.

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Romário com sua ousadia não poupava tempo para provocar inúmeros adversários. Foto: Reprodução/Lance

O ‘chororô’ é livre

O chororô do Botafogo é marcante. Tudo começou após a partida contra o Alvinegro, na final da Taça Guanabara, em 2008. O Mais Querido virou o jogo, por 2 a 1, sob o comando do Papai Joel. A derrota do Botafogo foi tão marcante que na entrevista coletiva já no final do duelo, além dos jogadores, o técnico da época – Cuca -, e o presidente, também choraram em frente as câmeras.

Hoje, até as diretorias que revidam farpas publicamente, além dos atletas que insistem na difamação do futebol rubro-negro são reféns do “chororô”.

Com isso, o ‘chororô’ é livre…

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Todas as gerações que passam pelo Mais Querido insultam o Alvinegro em um clássico. Foto: GE.com

“E ninguém cala esse chororô/ Chora o presidente/ Chora o time inteiro/ Chora o torcedor!”

Não tem copinha…

E por último e mais recente, “Não tem copinha, não tem mundial” tomou conta dos corações da Nação e entrou para a extensa lista de provocações.

Neste ano, parte da canção “História pro Sinhozinho” de Dorival Caymmi, é entonada por “Não tem copinha, não tem mundial”, a fim de provocar o time Palmeirense que não possui ambas as conquistas.

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Em uma fase histórica, comemorar gol é obrigatório para os nossos jogadores. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Provocações – de forma sadia – fazem parte do futebol. Os insultos mantém a histórica rivalidade entre os times nacionais. Além disso, faz com que milhares de torcedores interajam com as vitórias e até mesmo com as derrotas de seus clubes.

Assim, tudo faz parte do espetáculo, o que resta, para muitos, é reconhecer isso e investir na brincadeira que sempre existiu no esporte.

Por Fernanda Fernandes 

 

Fernanda Fernandes
Sou estudante de Jornalismo da Facha, carioca e tenho 20 anos. Flamenguista fanática desde a infância, é uma honra poder representar meu time fazendo o que eu amo. "Eu nasci Flamengo, e sempre vou te amar."

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