Após seis meses, transparência do Flamengo afeta familiares dos Garotos do Ninho

A constante busca por uma resolução, se tornou uma realidade não somente para as famílias, mas também para a Nação

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“São dez estrelas a brilhar, no céu do meu Mengão.” Dez astros que nos deixaram há seis meses. Em uma manhã de sexta-feira, no dia 8 de fevereiro, presenciamos um dos momentos mais dolorosos para o Clube de Regatas do Flamengo. O incêndio que se alastrou no alojamento dos jogadores da base, em Vargem Grande, ficará na memória de todos os torcedores que vivenciaram o triste fim dos dez jovens que tiveram grandes sonhos interrompidos.

Diante de uma comoção internacional de renomados atletas e clubes, vimos a grandeza do fato e uma considerável solidariedade social acerca deste dia fatídico. Porém, no decorrer dos meses, parentes das vítimas demonstram insatisfação em relação ao posicionamento do Flamengo. Pais e familiares lamentam constantemente o descaso, a omissão e o afastamento da instituição, não há um acordo concreto e as negociações estão travadas.

Em entrevista a uma reportagem exibida na última quinta-feira, dia 08 de agosto, na Fox Sports Rádio, o pai de coração do jovem Vitor Isaías, Sergio Marikawa, afirma que em relação a consideração e a indenização para crianças e familiares, o presidente Rodolfo Landim não é do mesmo tamanho que aparenta ser para mídia, a mesma grandeza associada ao clube.

Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

PARA A TORCIDA

A Nação, porém, quer medidas, acordos que solucionem e garantam a justiça para os familiares. Diferentemente da indiferença protagonizada pelo clube, um grupo de torcedores fundaram o movimento denominado “Nós não esqueceremos”, o qual tem como finalidade cobrar as autoridades uma rigorosa punição para os responsáveis. A organização pede ainda, um devido cuidado com as famílias.

Em entrevista a uma reportagem da Super Rádio Tupi, um dos idealizadores do movimento, Guilherme Santiago, declara que ainda existem muitas respostas a serem dadas pelo Flamengo e pelas autoridades em modo geral.

“Exigimos que o Flamengo agilize o acordo com essas famílias, para que não fiquem desassistidas e que os responsáveis sejam punidos. Nós queremos tornar o dia 8 de fevereiro um marco na história do Flamengo, para que isso nunca seja esquecido. Na nossa visão, a situação não está sendo conduzida de forma ágil e transparente, o Flamengo tem que ser um clube com responsabilidade social”, declarou ao veículo.

A ação surgiu a partir do movimento Flamengo da Gente, o qual é formado por conselheiros, sócios e torcedores do time.

Sabe-se, que a responsabilidade do clube é irrevogável diante da tragédia assistida pelo mundo. Logo, a cobrança realizada pela torcida em busca de acordos e de um melhor acolhimento aos familiares, auxilia de forma considerável para que o fato não caia no esquecimento das autoridades futebolísticas e jurídicas do país.

https://twitter.com/nandajorn

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