Foto: Flamengo/Divulgação

Jogo de volta da semifinal da Libertadores, no Maracanã. 23 de outubro de 2019. A primeira partida havia sido na Arena do Grêmio e terminou em 1×1. Fazia 35 anos que o Flamengo não disputava esta fase da competição. Mas 2019 foi o ano que marcou a vida de todo aquele que tem coração rubro-negro.

A história deste jogo começa em 02 de outubro, o primeiro confronto entre o Mais Querido e Tricolor Gaúcho. Os 3 gols anulados, que poderiam ter deixado o clube com a classificação encaminhada, mostrou que o Flamengo de 2019 tinha realmente chegado a outro patamar, como bem falou Bruno Henrique. O domínio em campo sobre o Grêmio foi absoluto.

O flamenguista chegou no dia 23 de outubro confiante na atuação de uma equipe que demonstrava, cada vez mais, um futebol que fazia tempo que não se via no Brasil. Os receios de vexames anteriores fazia o torcedor ficar com os pés no chão, mas, ao mesmo tempo, não havia dúvidas sobre a capacidade do time Rubro-Negro. 

Mas ninguém estava preparado para o 5×0. 

Todo o rubro-negro sabe o que estava fazendo naquele dia 23 de outubro de 2019. E também sabe o quanto aqueles gols, praticamente seguidos um do outro, deixaram todos atordoados. Com 25 minutos do segundo tempo, o Maracanã já nem prestava atenção no campo e sim cantava e gritava sem parar, com orgulho do que estava acontecendo, com a certeza iminente da classificação para a final. 

Finalmente o Flamengo, depois de 38 anos, chegaria a uma decisão da Libertadores. E para disputá-la no mesmo dia que aquele Flamengo histórico de 1981. A equipe de 2019 já começava a construir a sua própria.

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Foto: Flamengo/Divulgação

Quando Bruno Henrique fez o gol, depois de um primeiro tempo tão disputado, tão truncado, com o  Grêmio tentando atrapalhar de todo modo as jogadas do Rubro-Negro, todos sabiam que ali se iniciava uma jornada épica. Aqueles jogadores iriam colocar o Flamengo em uma final.

No início do segundo tempo, se o time gaúcho não respirou para tentar o empate, os flamenguistas perdiam o fôlego com o golaço de Gabigol. Sim, hoje tem gol do Gabigol. Ele não sabia, mas este gol o colocaria como peça chave para a conquista do bicampeonato

O terceiro gol, um pênalti convertido por Gabigol. Mais um dele no jogo. E depois disso, o Maracanã já não se importaria tanto com as investidas do Grêmio. Finalmente o torcedor poderia relaxar e curtir aquele momento. A vaga estava garantia. Não havia mais dúvidas.

Quando veio o quarto gol, ninguém sabia mais como reagir. Sim, o Flamengo estava goleando aquele Grêmio campeão da Libertadores de 2017, tido como a melhor equipe brasileira, com o melhor técnico. Pablo Marí ganhou a disputa contra Geromel que, até então, era considerado o melhor zagueiro do Brasil. Mas não ao lado do ex-zagueiro espanhol do Mengão.

E quando Rodrigo Caio não precisou subir para fazer, de cabeça, o quinto gol, você lembra como estava neste momento?

Era festa na Favela!
Era emoção!
Era choro!
Era êxtase!

Ali o Flamengo pagava todas as suas dívidas de vexames recorrentes na Libertadores. Finalmente o torcedor poderia sonhar com o bicampeonato. Mas não seria apenas um sonho. Estava a um jogo de se tornar realidade

E parafraseando Lucas Gutierrez para a reportagem do GE, 23 de outubro de 2019 foi a noite que o Flamengo pediu a Libertadores em casamento e ela disse sim

Mas todo rubro-negro disse sim também.

Assista ao vídeo do Redação Rubro-Negra para o #CincunDay

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 5X0 GRÊMIO
Local: Maracanã
Data: 23 de outubro de 2019
Árbitro: Patricio Loustau (ARG – Fifa)
VAR: Raphael Claus (SP)
Público e renda: 63.409 pagantes / 69.981 presentes / R$ 8.150.645,00
Cartões amarelos: Rodrigo Caio (FLA) e Kannemann, Everton (GRE)

Gols: Bruno Henrique (FLA), aos 41 minutos do primeiro tempo; Gabigol (FLA), a um minuto e aos dez minutos, Pablo Marí (FLA), aos 21 minutos e Rodrigo Caio (FLA), aos 25 minutos do segundo tempo

FLAMENGO: Diego Alves, Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão; Everton Ribeiro, Gerson (Diego, 40’2T) e Arrascaeta (Piris da Motta 23’/2T); Bruno Henrique (Vitinho, 28’/2T) e Gabigol
Técnico: Jorge Jesus

GRÊMIO: Paulo Victor, Paulo Miranda, Geromel, Kannemann e Cortês; Michel e Matheus Henrique; Alisson (Thaciano, 30’/2T), Maicon (Diego Tardelli, 17’/2T) e Everton; André (Pepê, 12’/2T)
Técnico: Renato Gaúcho