Minha primeira vez: A goleada do Flamengo em cima do Vasco

No último sábado, o Flamengo venceu o “rival” Vasco em Brasília. Na goleada por 4x1, vimos o trio Arrascaeta, Gabigol e Bruno Henrique brilharem mais uma vez.

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Flamengo goleia o Vasco em Brasília
Crédito: Alexandre Vidal/Flamengo

Hoje não terá análise do que foi certo ou não, se foi pênalti, se juiz errou ou acertou, e sim, a visão de um simples torcedor off-Rio ao ver o Flamengo, ao vivo, pela primeira vez.

Para quem me acompanha, desde o princípio, sabe que sou natural de Redenção-PA, já morei em outras cidades do estado e que hoje moro em Palmas-TO fazendo faculdade de Jornalismo. O sonho de ver o Flamengo jogar está dentro de mim desde quando eu me conheço por gente, no tempo que, com a bolinha de papel, fazia vários gols dizendo ser mais artilheiro que Zico, Pelé e o Adriano Imperador juntos, ou, simplesmente, do tempo que, junto com outros dois primos, dizia que iria ser jogador e fazer um golaço com a camisa do Flamengo dentro de um Maracanã lotado.

A paixão, a devoção pelo time rubro-negro, é indescritível. Lembro de quando o time foi campeão brasileiro, há 10 anos, e a pequena cidade de Tucumã-PA, onde morava,  simplesmente entrou em festa com carreatas durante horas, ou de quando ainda não tinha TV a cabo e ‘via’ os jogos pelo ‘Tempo Rea’ do Globoesporte.com, até chegar em 2017, onde, durante o ano todo, eu só perdi 7 partidas de mais de 80 disputadas.

É, parece que o Flamengo está sempre comigo, e é por isso que dizem que a camisa do Mengão é minha segunda pele. Vale ressaltar que nós, do Norte e Nordeste, principalmente, somos chamados de simpatizantes, de terceirizados, e ouvir isso até um tempo atrás mexia comigo. Você abdicar de várias coisas só para assistir e apoiar, mesmo de longe, seu time e ser chamado de terceirizado, convenhamos, não é nada prazeroso de ouvir. E isso não é exclusivo, acontece com a grande maioria da nossa imensa torcida, espero que você que lê e já foi chamado também, aprenda a ignorar, é vontade de ser Flamengo.

Jogo marcado para Brasília

A oportunidade apareceu outras vezes, mas nunca dava certo, até que esse ano, quando a CBF anunciou que o jogo seria no Mané Garrincha, minha mãe avisou que iríamos, que seria meu presente de aniversário. A ansiedade tomava conta para que chegasse o dia da viagem, a sexta-feira (16) chegou e depois de 12h de estrada estávamos em Brasília.

Antes do jogo começar, torcida do Flamengo já entrava no clima do clássico.
Arquivo pessoal

O jogo

A chegada ao estádio foi tranquila e ali eu já percebi que iríamos, além de ver o Flamengo jogar, ajudar no pagamento dos salários do time do Vasco. Dentro do estádio ficou nítido que era 85/15, no mínimo, de torcedores do Mais Querido. Até o jogo começar, eu arrepiava e lembrava que o menino que sonhava em ser um craque do Flamengo, estava tão perto do campo realizando um dos maiores sonhos da vida. Durante o jogo, somente alegria, quatro gols, duas defesas de pênalti do paredão Diego Alves e muita cantoria. Para quem falava que a torcida em Brasília era ‘teatro’, nesse jogo demos show (claro que nada comparado à torcida do Rio de Janeiro).

Pós-Jogo

Já no domingo, durante as mais de 14h de viagem, eu só tenho a agradecer. Primeiramente a Deus, ao Flamengo (como já diz o hino: “eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo…”), meu pai que cultivou essa paixão dentro de mim, e especialmente à minha mãe, que, sem ela, nada disso que vivi seria possível. E você, rubro-negro, que tem esse mesmo sonho, não desista, vai haver outras oportunidades e você vai conseguir ir.

Ao Flamengo, um pedido: olhem com carinho para a Nação OFF-RIO, faz uma pré-temporada aqui, ajustem o Sócio-Torcedor para que seja mais vantajoso para quem é “de fora”. Conheço vários rubro-negros que têm a vontade de ajudar o clube, mas não adere por não ter vantagens. Por fim, um dia realizo o sonho de conhecer o Rei Zico e ir a um jogo no Maracanã.

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