Futebol Profissional

67 anos de história. 67 anos de Zico.

Zico

Há histórias no mundo que, de tão fantásticas, parecem irreais. Momentos e acontecimentos que, com toda a sua majestade e magia, podem definitivamente ter sido retirados de contos de fadas ou da imaginação do mais fanático dos seres, tal a grandeza dos fatos.

Ídolos são cultuados diariamente ao redor de todo o planeta pela maior variedade de grupos e crenças existentes e, sobretudo, tratados como divindades. Divindade. Não há palavra melhor para descrever o ser protagonista da maior história de raça, amor e paixão que, um dia, já manifestou toda a sua deidade no histórico Maracanã, a casa do Flamengo. O ser que fazia céticos acreditarem em religião e que tornou uma bela história de um jogador de futebol e de sua torcida, em uma lenda imortal.

Arthur Antunes Coimbra, mais conhecido como Zico, dispensa apresentações. Líder nato da maior era de conquistas do Clube de Regatas do Flamengo, o Rei da Gávea é a personificação das glórias do maior time do mundo.

Protagonista na conquista da Libertadores da América em 1981 e no Mundial Interclubes do mesmo ano, além de quatro Campeonatos Brasileiros e outros títulos, o jogador empilhou taças importantes pelo clube carioca e deixou sua marca histórica em cada centímetro de gramado que já pisou ao defender o Flamengo.

Zico
Foto: Divulgação

“É falta na entrada da área. Adivinha quem vai bater? É o camisa 10 da Gávea.” (Jorge Ben Jor). 587 gols em sua carreira. 101 de falta. Maior artilheiro da história do estádio do Maracanã com 333 tentos.

A entrega, o resultado e o amor à camisa transformaram o carioca em Messias para a torcida rubro-negra e, todo o ano, no dia 3 de março, o Natal chega mais cedo para a Nação.

A simbologia do nascimento de Zico comparado à uma figura religiosa não perde peso nunca e nunca perderá, afinal, não são todos que podem gritar nas arquibancadas que o grande Galinho de Quintino defendeu as cores de seu time de coração e que, apesar de já ter conquistado o mundo e o reconhecimento de todos os futebolistas que já nasceram e dos que ainda nascerão, ainda é conhecido, e sempre vai ser, como o Zico do Flamengo.

–
SÃO PAULO, SP, BRASIL, 00-11-1987: Futebol: o jogador Zico da equipe do Flamengo, durante jogo contra a equipe do Palmeiras, em São Paulo (SP). (Foto: Jorge Araújo/Folhapress)

A história foi escrita. Desde a sua estreia nas categorias de base até a sua despedida em um Maracanã lotado de flamenguistas fanáticos, Arthur Antunes Coimbra entrou para os livros, para as mentes e para o coração da maior torcida do mundo, local do qual nunca sairá.

A Ilíada torna-se um texto comum quando comparada à lenda que o meio campista foi para o Rio de Janeiro, para o Brasil, para o mundo, para o Flamengo. Épico, como dizem. Um garoto que saiu pela porta de casa procurando jogar bola e encontrou o amor de uma Nação inteira. Um homem que parece lenda, e é. Um homem que, segundo o seu pai, seu Antunes, aprendeu a dizer “Mengão” antes do que “papai” e “mamãe”.

67 anos de história. 67 anos de Zico.

Feliz Natal.

João Argento

Estudante de Comunicação Social - Cinema e Audiovisual na Universidade Federal Fluminense, atualmente no quinto período. 20 anos e flamenguista fanático.

1 Comentário

Clique aqui para publicar um comentário

Colunistas

João Argento

Estudante de Comunicação Social - Cinema e Audiovisual na Universidade Federal...

João Argento

Estudante de Comunicação Social - Cinema e Audiovisual na Universidade Federal...

João Argento

Estudante de Comunicação Social - Cinema e Audiovisual na Universidade Federal...