4 anos de Diego no Flamengo: Entre tapas e beijos

4 anos de Diego no Flamengo: Entre tapas e beijos

São quatro anos de Diego no Flamengo. E considerando a pressão e o enorme desafio que é vestir a camisa rubro-negra, o meia se manteve até agora no clube. Porém, nem tudo foi mil maravilhas na passagem do camisa 10 até aqui. Ele foi de aerofla em sua chegada, status de craque do time, carinho da maioria da torcida, títulos, até críticas, vaias e tentativas de agressão por parte de alguns torcedores. É uma relação entre tapas e beijos. Relembre um pouco de sua trajetória no Fla.

Chegada com direito à aerofla

Cerca de 1000 rubro-negros lotaram o Aeroporto Santos Dumont, no dia 20 de julho de 2016, para receber Diego que assinava com o Flamengo por três anos. Foi uma recepção bem louca, a ponto de alguns rubro-negros e jornalistas perderem os calçados em meio a muita correria. O carro que levou o meia ficou amassado por alguns fãs mais exaltados, ansiosos por fotos e até mesmo abraços.

Trajetória com a camisa do Flamengo

Diego chegou com moral e status de craque na Gávea. E logo nos seus primeiros meses de Flamengo, comprovava que o investimento em seu futebol – e a empolgação da torcida – valeu a pena. Gol na estreia em partida contra o Grêmio pelo Brasileirão, boas atuações e prêmio de melhor meia direita do Campeonato Brasileiro, no fim da temporada, só aumentaram seu prestígio com o torcedor.

Em 2017, o meia manteve suas boas atuações pelo Flamengo. Nos 26 primeiros jogos que fez com a camisa rubro-negra, Diego mudou o patamar da equipe. Em um levantamento feito pelo FOXSports.com.br, nos 26 jogos imediatamente antes do camisa 10 chegar, o rubro-negro venceu 13 jogos, empatou quatro e perdeu nove; um aproveitamento de apenas 55,1% dos pontos ganhos. Já com o atleta em campo, o percentual subiu para 78,2% (18 vitórias, sete empates e apenas uma derrota).

No dia 12 de abril de 2017, na partida da Libertadores em que o Flamengo venceu o Atlético-PR por 2×1 no Maracanã, Diego marcou um dos gols e foi o melhor da equipe em campo. Apesar disso, foi neste jogo que acabou sofrendo uma entorse no joelho direito, que causou lesões no ligamento colateral medial e no menisco medial, e por isso teve que passar por uma cirurgia, ficando afastado dos gramados por 1 mês e meio, lesão que atrapalhou bastante seu desempenho. Até então, ele era considerado o melhor jogador do torneio continental.

Diego com a taça do Campeonato Brasileiro de 2019 Foto: Alexandre Vidal e Marcelo Cortes / CRF
Diego com a taça do Campeonato Brasileiro de 2019 Foto: Alexandre Vidal e Marcelo Cortes / CRF

Em 2018, viveu seu pior momento com a camisa do Flamengo, sendo até cotado para sair do clube. Diego não viveu um bom momento no segundo semestre, chegando inclusive a ser reserva. Problemas físicos, que o incomodaram há mais de um ano, estavam atrapalhando seu desempenho dentro de campo. Contestado pela mídia e pela torcida (as principais críticas se deram pelas atuações discretas em jogos importantes), sua saída parecia iminente, já que chegou a receber uma proposta financeiramente interessante do Orlando City.

Só que em janeiro de 2019, renovou seu contrato com o clube até dezembro de 2020.

“Alguns momentos foram difíceis. Tive algumas propostas, como a do Orlando City. Me fizeram refletir. Qualquer que fosse a decisão, eu deveria ter razão para decidir. Com a emoção, pesou o Flamengo. Vontade de vencer é enorme. Sempre respeitei o Flamengo. A conclusão que eu chego é que ainda falta algo mais que eu ainda posso fazer pelo meu clube. O sentimento foi de que a história não terminou. Lógico que o desafio me motiva”, declaração de Diego após renovação de contrato com o Flamengo.

No dia 24 de julho de 2019, Diego viveu mais uma enorme dificuldade no clube. Na partida de ida contra o Emelec, válida pelas oitavas de final da Libertadores, o camisa 10, sofreu uma grave lesão (fratura no tornozelo esquerdo), após tomar um carrinho por trás de Dixon Arroyo. Retornou aos gramados apenas trê meses depois, quando entrou no segundo tempo da histórica partida em que o Flamengo goleou o Grêmio por 5×0 nas semifinais da Libertadores.

E na grande decisão da Libertadores da América de 2019, Diego saiu do banco para substituir o lesionado Gerson no segundo tempo, quando o Flamengo perdia a decisão por 1 a 0, sendo posteriormente um dos principais personagens da virada e título rubro-negro após 38 anos de espera. Sua entrada mudou o jogo, e o Flamengo passou a dominar as ações ofensivas. Além disso, foi ele quem deu o lançamento que culminou no segundo gol de Gabigol.

Flamengo e suas duas históricas Libertadores: 1981 e 2019

Como foi dito no início do texto, sua relação com a torcida é entre tapas e beijos. Muitos criticam o camisa 10, mas parte da torcida considera toda a trajetória do Diego com a camisa do Flamengo. São 180 jogos com o Manto Sagrado, 40 gols, 24 assistências e 11 títulos. Uma passagem até aqui de altos e baixos, mas de forma intensa pelo rubro-negro carioca.

Títulos de Diego pelo Flamengo

Campeonato Carioca: 2017, 2019, 2020

Taça Guanabara: 2018, 2020

Florida Cup: 2019

Taça Rio: 2019

Copa Libertadores da América: 2019

Campeonato Brasileiro: 2019

Supercopa do Brasil: 2020

Recopa Sul-Americana: 2020

 

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Luhan Alves

Sou um estudante de jornalismo, apaixonado por futebol e informação. Twitter: @luhansalves Instagram: @luhansalves